terça-feira, 10 de agosto de 2010

Poder de Polícia das Forças Armadas

Senado aprova poder de polícia para Forças Armadas nas fronteiras
Proposta dá ao ministro da Defesa poder de indicar chefes militares.Projeto de iniciativa do Executivo segue para sanção presidencial.

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (04/08) um projeto que dá poder de polícia para as Forças Armadas nas regiões de fronteiras. O projeto segue agora para sanção presidencial. A proposta foi enviada pelo Executivo ao Congresso em dezembro do ano passado.

Pelo texto, será permitido às Forças Armadas fazer patrulhamento, revista de pessoas, veículos, embarcações e aeronaves e prisões em flagrante. Essas atividades são permitidas tanto nas fronteiras terrestres quanto nas águas intermas e marítimas.

O texto do projeto não estabelece a área de patrulha de fronteira. De acordo com a Constituição, porém, a área de fronteira terrestre equivale a uma faixa de 150 quilômetros de largura.

A possibilidade de patrulhamento em rios, lagos e no mar também dá poderes às Forças Armadas para coibir o tráfico de drogas. Segundo o Ministério da Defesa, desde que a Lei do Abate entrou em vigor, traficantes trocaram o transporte de drogas em pequenos aviões na Amazônia por embarcações nos rios Solimões e Negro, por exemplo.

A Lei do Abate permite a derrubada de qualquer aeronave que entre no espaço aéreo brasileiro e não obedeça às orientações de pouso dos pilotos da Força Aérera Brasileira nos casos de abordagem.

Terras indígenas
Ainda na Câmara, que aprovou o projeto em março, os deputados incluíram uma emenda de Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) enfatizando que o poder de polícia independe da “posse, propriedade ou finalidade” da terra. Com isso, Pannunzio acredita estar autorizado o patrulhamento de terras indígenas pelas Forças Armadas.

O projeto faz outras alterações na estrutura nacional de Defesa do país e aumenta o poder do ministro da Defesa. Caberá a ele e não mais ao presidente da República a indicação dos comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. O texto aprovado pelo Senado é o mesmo votado pela Câmara.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/08/senado-aprova-poder-de-policia-para-forcas-armadas-nas-fronteiras.html

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Esporte Clube Vitória: Vice Novamente !!!!

Torcedores de Bahia e Vitória se dividem entre provocações e orgulho

O clima do dia seguinte ao triunfo do Vitória na final da Copa do Brasil, que deu o título ao Santos, é de provocação — por parte dos torcedores do Bahia, é claro. Desde o último apito de Carlos Eugênio Simon no jogo da quarta, 4, os arquirrivais dos rubro-negros divulgam, pela internet, inúmeras brincadeiras com o fato de o clube ter sido o vice-campeão.

Ganham destaque as piadas gráficas com a fama rubro-negra de terminar campeonatos no segundo lugar. Em uma delas, as iniciais ECV são substituídas pela palavra "vice" no escudo do Vitória. Outro internauta criou um distintivo em que a hipotética estrela de campeão da Copa do Brasil é substituída por um doce — o sonho.

O twitter do Sempre Bahia, site de torcedores tricolores, publicou uma charge que mostra um peixe — mascote do Santos — comendo um leão. Na legenda, a seguinte frase "Vice da [Série] A em 93, Vice da [Série] B em 92, Vice da [Série] C em 2006, Vice da Copa do Brasil 2010.Vitória, o time vice de tudo".

Circula também na internet, no blog de torcedores do Bahia bbmp.com.br, um cartaz modificado do filme "O Virgem de 40 anos", estrelado pelo ator Steve Carell. Na imagem, o personagem-título ostenta um escudo do Vitória. Acima da foto, a inscrição "O virgem de 111 anos", em referência à idade do clube rubro-negro. Ainda no Twitter, torcedores do Bahia afirmam que o novo patrocinador do Vitória será a NASA "para buscar uma estrela no espaço, porque aqui está difícil".

Orgulho – O seguidor rubro-negro, por sua vez, não se deixou abalar. Nas comunidades relacionadas ao Vitória no site de relacionamentos Orkut, a torcida exalta o feito do elenco comandado por Ricardo Silva. "O Leão jogou muito, tanto que virou o jogo. Tivemos muitas oportunidades, mas os guerreiros não tiveram sorte. Perdemos com classe e jogamos com categoria. Valeu, torcedores. O Barradão estava lindo", escreveu uma internauta.

Outro torcedor mostrou estar orgulhoso da luta por parte dos jogadores. "Hoje mostramos que o Vitória tem raça! A tarefa era difícil, já que o Santos era considerado o melhor time do Brasil", lembrou.

Em seu site oficial, o Vitória agradeceu o apoio da torcida em toda a campanha da Copa do Brasil. "O espetáculo orgulha a todos que comandam o glorioso Esporte Clube Vitória. Os torcedres foram gigantes e nossos atletas guerreiros", diz o texto.


Fonte:http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=5600342

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Candidatos Militares

Candidatos fardados
Em 15 Estados, militares quebram o silêncio dos quartéis e se organizam para formar uma bancada no Congresso Nacional

Hugo Marques

SANTINHO
O cabo Walfredo Rodrigues, que defende um FGTS militar,posa para foto de campanha

Um quarto de século após o fim da última ditadura militar que comandou o País, um grupo de oficiais e soldados das Forças Armadas se prepara para tentar voltar ao poder. Dessa vez não pensam no executivo e muito menos em armas e tanques: querem chegar ao Congresso Nacional por meio das urnas. Eles formulam nos bastidores a estratégia para eleger uma bancada de deputados e vão testar nas urnas nomes da caserna em pelo menos 15 estados. O objetivo é ter poder de voz para discutir no Parlamento temas como o reaparelhamento das Forças Armadas e a revisão da rígida legislação disciplinar. Nessa fase de pré-campanha, muitos candidatos ainda se escondem atrás de suas iniciais para pedir votos, como o “capitão A.J.”, do Rio, ou o “sargento S.L.”, de Pernambuco. Mas alguns militares ouvidos por ISTOÉ, mesmo sendo da ativa, já estão em franca campanha rumo às urnas em outubro. “Há um número considerável de candidatos”, diz o presidente do Clube Militar, general Gilberto Barbosa de Figueiredo. “O problema todo é que eles não são do ramo e não têm dinheiro”. Por exigências constitucionais, os militares só podem se filiar a partidos em julho, mês das convenções oficiais.

Na prática, a falta de dinheiro não chega a ser um entrave. Basta ver o exemplo do capitão do Exército Luiz Fernando Ribeiro de Sousa, do Arsenal de Guerra de General Câmara (RS), que usa a internet para fazer sua campanha a deputado federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT. Em sua página, ele exibe fotos ao lado de políticos famosos e alimenta debates do interesse das Forças Armadas. Ele diz que faz parte de um movimento coordenado entre os militares para lançar candidatos dispostos a lutar por mudanças nos quartéis. “A livre manifestação do pensamento, dentre outros direitos absolutos, absurdamente ainda não vale para os militares brasileiros”, critica o capitão Luiz Fernando. “Eles conseguem manter a tropa numa rédea curta, sem alguns dos direitos fundamentais.” Com vários amigos no MST e outros movimentos sociais, o capitão diz que já respondeu a inquéritos militares por externar opiniões. “Já fui punido diversas vezes, sem direito de ser ouvido pela autoridade que me puniu, sem direito de me defender”. Em 2006, ele foi candidato a deputado federal no Rio, mas não passou de 1724 votos.

Outro que recorre à internet é o subtenente Gilson Gomes, do 61º Batalhão de Infantaria de Selva, de Cruzeiro do Sul (AC). Convidado para concorrer a deputado federal pelo PSDC e o PV, o subtenente é presidente do Diretório dos Estudantes da Universidade Federal do Acre, onde cursa Letras. “Nossa proposta é traçar um plano para reaparelhar o Exército. Nossos equipamentos na selva estão ultrapassados, precisamos de recursos para patrulhas na fronteira”, diz o subtenente. “Queremos é lançar candidatos militares em todo o País, mas há muita resistência do Exército”. Em sua página em um dos sites de relacionamento, Gilson critica o governo pelo desmatamento. “Faltam ações, falta vergonha na cara do governo para mudar”, diz o subtenente na internet. Em 2006, ele também não teve sucesso na tentativa de se eleger deputado estadual. Diz que faltou verba para a campanha.


“Com uma bancada de dez deputados, passaremos a
exercer o poder de veto em quase todas as comissões”
Jair Bolsonaro, deputado federal (PP-RJ)


Apesar dos limites impostos pelo Exército, o cabo Walfredo Rodrigues, do Comando da 4ª Região Militar, em Minas, também vai disputar um mandato. Ele é presidente da Rede Mineira de Cidadania, que capacita jovens. Sua grande bandeira eleitoral, além dos projetos sociais, é a criação de um fundo de garantia para os militares. “Estou com 22 anos de serviços prestados e, se eu sair hoje, não recebo nada”, diz Walfredo. “Meu projeto é também voltado pos atiradores de tiro-de-guerra, que não tem nenhuma remuneração”. Ele será candidato a deputado federal por Minas.

CAMPANHA
O capitão Luiz Fernando pede votos na cidade de General Câmara (RS)


O coronel da reserva do Exército Arno Schneider, de Santa Catarina, considera que a Câmara dos Deputados é o palco ideal para discutir o reaparelhamento das Forças Armadas. “Infelizmente, não vi nada de efetivo na Estratégia Nacional de Defesa”, critica Arno. “A compra dos jatos supersônicos é outro projeto que se arrasta há dois governos”. Além dos votos dos militares, o coronel busca eleitores nos serviços de inteligência. Arno é pai do analista da ABIN Christian Schneider. Outro coronel da reserva que vai tentar vaga de deputado federal é Sérgio Sparta, presidente regional do PRP no Rio Grande do Sul. “O voto classista é um voto difícil. Os militares são avessos à política”, diz o coronel Sparta. “Mas as pessoas estão procurando valorizar quem representa valores cultuados pela classe militar”.


Veterano na política, o capitão da reserva e deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) concorrerá ao sexto mandato este ano. Ele incentiva a caserna a defender seus interesses nas urnas. “Os militares começam a entender que não adianta só um trabalho disciplinado no quartel porque você é esquecido nas casas legislativas”, diz Bolsonaro. “Com uma bancada de dez deputados, passaremos a exercer o poder de veto em quase todas as comissões”. Bolsonaro tem uma mala direta com cerca de 80 mil militares da ativa e diz que a grande preocupação nas Forças Armadas hoje é com alguns projetos que podem mudar a configuração da estrutura do Ministério da Defesa, como o que cria 700 cargos comissionados para civis. Como se vê, a tropa está unida e coesa e o horário eleitoral pode ganhar um tom verde-oliva.

Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/74669_CANDIDATOS+FARDADOS

domingo, 1 de agosto de 2010

Guerra do Afeganistão: relatórios secretos que vazaram...


Tradução:

Afeganistão: Relatórios secretos vazam e revelam conflito brutal


A névoa da guerra é excepcionalmente densa no Afeganistão. No momento em que se dissipa, como hoje, com a publicação, pelo Guardian, de excertos de relatos secretos de militares dos EUA, revela-se paisagem muito diferente daquela a que nos habituamos. São relatos de guerra escritos no calor da hora e mostram um conflito no qual reinam a mais brutal confusão e todos os desacertos, sem qualquer plano ou projeto. Há muitas diferenças entre o que mostram esses documentos e a guerra organizada, bem embalada, da versão ‘pública’ dos comunicados oficiais e dos flashes necessariamente resumidos de jornalistas incorporados à tropa.

No material agora publicado há mais de 92 mil relatórios de ações dos militares norte-americanos no Afeganistão entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009. Os arquivos foram distribuídos por Wikileaks, website que publica material não rastreável de várias fontes. Em colaboração com o New York Times e Der Spiegel, o Guardian trabalhou durante semanas nesse oceano de dados, até extrair deles a textura oculta e as histórias de horror humano que são o dia a dia da guerra.

Esse material teve de ser tratado como o que é: um relato contemporâneo ao conflito. Alguns dos relatórios de inteligência não têm fonte confirmada: alguns dos aspectos da contagem do número de mortes entre civis não parecem confiáveis. São relatos – classificados como secretos – enciclopédicos, mas incompletos. Foram removidas do que adiante se lê todas as informações que ponham em risco a segurança dos soldados, de informantes locais e de agentes colaboradores.

O quadro geral que emerge é extremamente perturbador. Há relatos de cerca de 150 incidentes nos quais as forças da coalizão, inclusive soldados britânicos, mataram e feriram civis, a maioria dos quais jamais divulgados; de centenas de confrontos de fronteira entre soldados afegãos e paquistaneses, de dois exércitos supostamente aliados; da existência de uma unidade de forças especiais cuja única missão é assassinar líderes Talibã e da al-Qaeda; do massacre de civis apanhados em locais onde aconteçam explosões das bombas de fabricação caseira dos Talibã; e uma longa lista de incidentes nos quais os soldados da coalizão atiraram uns contra os outros, também envolvendo soldados afegãos, com mortos e feridos.

Ao ler esses relatos, é fácil suspeitar de que reine por lá o mais absoluto descaso pela vida de inocentes. Um ônibus que não para para uma patrulha a pé é metralhado (4 passageiros mortos e 11 feridos). Os documentos contam como, na caça a um guerrilheiro local, uma unidade das Forças Especiais executou sete crianças. As crianças não eram prioridade. Relato assinalado “Noforn” (ing. not for foreign elements of the coalition, “proibido para elementos estrangeiros [não da coalizão, locais, portanto]”) sugere que a prioridade daquela unidade foi esconder, o mais rapidamente possível, o sistema de mísseis móveis que haviam usado na ação.

Nesses documentos, as agências de inteligência do Irã e do Paquistão organizam manifestações e tumultos. O Serviço Secreto do Paquistão (Inter-Services Intelligence, ISI) tem ligações com os mais conhecidos senhores-da-guerra. Diz-se que o ISI teria entregue 1.000 motocicletas a Jalaluddin Haqqani, um desses senhor-da-guerra, para serem usadas em ataques suicidas nas províncias de Khost e Logar, e que estariam implicados em sequência impressionante de ações, desde atentados contra a vida do presidente Hamid Karzai até o envenenamento dos carregamentos de cerveja para os soldados ocidentais. São relatos que não há como comprovar e é possível que sejam parte de uma barreira de falsa informação distribuída pelo serviço secreto afegão.

Mas a resposta da Casa Branca ontem – que negou que o exército paquistanês seja tão direta e especificamente ligado aos guerrilheiros locais – basta, para que se tenha de definir como inaceitável o status quo na guerra do Afeganistão.

Para a Casa Branca, os “paraísos seguros” para “terroristas” em território paquistanês continuam a ser “ameaça intolerável” às forças dos EUA. Sejam ou não, esse não é um Afeganistão que EUA ou Grã-Bretanha estejam a alguns meses de entregar, embrulhado em papel de presente e fitas cor-de-rosa, a um governo nacional soberano em Cabul. Antes, exatamente o contrário. Depois de nove anos de guerra, o caos, sim, ameaça tornar-se incontrolável. Guerra ostensivamente feita para conquistar corações e mentes afegãs não será vencida do modo como as coisas parecem estar, por lá.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escr...to-brutal.html

Teorema do Churrasco



Fonte: http://testosterona.blog.br/

sábado, 31 de julho de 2010

Origem do "Caveirão"


O carro blindado utilizado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro nas incursões em áreas de risco da cidade, conhecido como "caveirão", nos remete ao Sturmpanzerwagen, veículo empregado pelo exército alemão na 1ª Guerra Mundial.


O Sturmpanzerwagen Oberschlesien, foi um tanque leve de assalto projetado durante a Primeira Guerra Mundial pelo Império Alemão. Ele possuía um design bem radical para possibilitar uma rápida movimentação em combate.


Curiosidades:
- Foi desenvolvido as pressas no ano de 1916
- 100 unidaddes foram encomendadas em dezembro de 1917, mas apenas 20 caveirões foram produzidos na guerra.
- Após a guerra, os caveirões que sobraram foram para o exército francês, e do francês foi para o polonês.
- Tinha um canhão de 57MM e 6 metralhadoras




Fonte: http://www.batalhapelomundo.com.br/modules.php?name=Forums&file=viewtopic&t=5818&start=0&postdays=0&postorder=asc&highlight=

terça-feira, 27 de julho de 2010

PF prende 20 em operação contra pedofilia em 9 Estados


A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (27/07) 20 suspeitos durante a Operação Tapete Persa, contra a exploração, abuso sexual e pedofilia na internet. Entre os presos está um coronel da Polícia Militar. A Operação Tapete Persa foi realizada em Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal. Mais de 400 policiais federais participaram da ação.

As prisões são consequência da Operação Perserttepich & Collection, deflagrada em junho de 2009, pela polícia alemã, que realizou o monitoramento de redes na internet utilizadas para o compartilhamento de imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Os usuários brasileiros foram identificados após essa varredura da rede mundial de computadores.

Os fatos foram informados à representação da Interpol, no final do ano de 2008, chegando ao conhecimento da Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal, que iniciou as investigações no primeiro semestre de 2009.

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/s/27072010/25/manchetes-pf-prende-20-operacao-pedofilia.html

Acidente Aéreo

Após ejetar-se, piloto sobrevive à queda de avião no Canadá.






O piloto canadense Brian Bews sobreviveu à queda do caça que pilotava nesta sexta-feira em Lethbridge (Alberta), no Canadá.

Bews voava próximo ao aeroporto de Lethbridge e treinava para uma exibição de acrobacias marcado para o fim de semana. Por motivos ainda desconhecidos, o caça CF-18 apresentou problemas, caiu e pegou fogo.

Pouco antes do impacto, o piloto acionou um paraquedas e sobreviveu. Segundo a imprensa local, ele foi levado ao hospital com ferimentos leves.

Fonte: http://langreen.blogspot.com/2010/07/fotos-apos-ejetar-se-piloto-sobrevive.html#

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Curso do BOPE: "Faca na Caveira"


Temido, respeitado, desejado, invejado. Muito se fala sobre o curso formador de ‘caveiras’ do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Mas até hoje somente os 300 homens que venceram o árduo desafio sabem o que significa ostentar no uniforme preto a insígnia da ‘faca na caveira’. No campo de treino, o cemitério simbólico eterniza o fim da jornada para centenas de inscritos desde 1978 que não conseguiram cumprir a missão. Pela primeira vez nos 32 anos da unidade, uma equipe de reportagem entrou no Curso de Operações Especiais, o COEsp, considerado o melhor do Brasil.

A 80 km do Rio, às margens da Represa de Ribeirão das Lajes, em Paracambi, 17 homens com rostos pintados e carregando 25 quilos de equipamentos nas costas se preparam para mais um dia de atividades. A visita da equipe aconteceu no meio da chamada ‘Semana do Inferno’, a fase inicial e mais dura do COEsp. Durante 15 dias, os candidatos a ingressar no Bope serão testados até seus limites físicos e psicológicos, para atingir o máximo de aproveitamento. Isso explica o reduzido número de ‘sobreviventes’: dos 65 aprovados no rigoroso processo seletivo, que começou há apenas duas semanas, somente 17 ainda prosseguiam.

“O que faz a notoriedade não é a dificuldade do curso, mas o resultado. Treinamento duro para combate fácil é um dos lemas”, resume o capitão Marcelo Corbage, coordenador da atividade. No total, 194 policiais do Rio e de mais sete estados se inscreveram para a 18ª edição do curso, mas a maioria foi eliminada ainda na fase de exames médicos e psicológicos. O índice de aproveitamento é de, no máximo, 20% dos inscritos.

Para os ‘aspiras’ do COEsp, o inferno é frio e úmido. O vento gelado que corta o vale faz os músculos tremerem debaixo da roupa permanentemente encharcada. A cada vacilo, os alunos têm que mergulhar na água gelada da represa. “Tá rindo da música que ele cantou?! Pra água!”, ordena um instrutor, que, benevolente, depois deixou o recruta ‘dar uma quarada’.

No acampamento, sono, fadiga e tensão são sensações impostas pelas atividades, vencidas à custa de muita determinação. “A fase inicial é a quebra da resistência. Reproduzimos situações extremas que eles vão passar no futuro, para aprenderem a agir mesmo quando o nível de estresse estiver alto”, explica o capitão Leandro Maia, chefe de Planejamento e Instrução.

Rigor em todas as atividades

Após a escolha do líder daquele dia, a tarefa do grupo de 17 recrutas era descer uma ribanceira, guardar o equipamento e sentar sob a tenda que serve de sala de aula. Tudo em dois minutos, com os instrutores fazendo a contagem regressiva. No último segundo, a turma se reuniu, mas a missão não foi cumprida: os ‘aspiras’ sentaram fora da ordem numérica.
A dureza do treinamento não é à toa. Formar-se ‘caveira’ significa atingir o mais completo nível na área de segurança pública. No currículo, constam aulas de gerenciamento de situações de risco, mergulho, rapel, negociação de reféns, montanhismo, sobrevivência, técnicas especiais de tiro, explosivos, combate corpo a corpo e em áreas de alto risco, entre outras modalidades.

Cada curso é preparado com dois anos de antecedência. A estrutura conta com 80 PMs se revezando nas instruções.

Durante a visita, os alunos não puderam falar ou sequer olhar para a equipe de O DIA. No único momento em que foi autorizado a falar, o recruta 07 resumiu o sentimento de todos ali: “Espero que, um dia, vocês tenham orgulho de nós”.

Cerimônia do adeus dos ‘aspiras’

As três badaladas fúnebres no sino representam a ‘morte’ do aluno. É o fim da linha no Curso de Operações Especiais para quem não aguentara o rigoroso treinamento ou não se sai bem nas avaliações. O ritual de quem deixa o acampamento é cercado de simbolismo, como um funeral de verdade. Em um pequeno cemitério, o ex-recruta deposita a lápide com o número de guerra. À frente dos túmulos, uma placa dispensa explicações: “Aqui jazem os fracos”.

Os ‘caveiras’ gostam de espalhar a lenda de que as ‘almas’ de quem partiu ficam vagando pelo vale de Ribeirão das Lajes, até que o policial passe no curso e a resgate. “O aluno passa por um ritual de desligamento não para ser humilhado, mas para carregar dentro dele a vontade de querer voltar e fazer o seu melhor”, explicou o capitão Marcelo Corbage. Ele preferiu não tocar o sino durante a reportagem: “A energia é muito forte”.

As sensações são ainda mais intensas para quem volta para casa sem a missão cumprida. Os ex-alunos passam por entrevista e acompanhamento psicológico oferecido pelo Bope, para diminuir a frustração. Para ingressar na tropa de elite, o policial passa pelo Curso de Ações Táticas (CAT) ou pelo COEsp, o único que garante o status de ‘caveira’.

Mudança de filosofia

“A essência e o ideal do Bope estão sintetizados no curso. Carregar aquele distintivo não tem preço. A devoção é grande porque a gente acredita em um trabalho sério. Para chegar ao fim, o aluno não precisa de músculos, mas tem que vencer a batalha com a sua mente, suportar a pressão. Quando não conseguem, se sentem derrotados e até choram”, conta o comandante da unidade de elite, tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes.

Há 20 anos, o oficial conquistou a tão sonhada insígnia. De lá para cá, ele conta, muita coisa mudou no COEsp. “Tinha muitos reflexos da filosofia do Exército, de uma época linha-dura. Mudamos o planejamento, aumentamos o nível de conhecimento dos instrutores. Fomos buscar intercâmbio com outras forças para oferecer o que há de melhor. Temos que estar sempre um passo à frente para que o serviço prestado à população tenha qualidade máxima”, disse o oficial, que, na aula inaugural do 18º COEsp, comemorou as duas décadas de sua formação com almoço reunindo ‘caveiras’ desde a primeira geração.

Antes do treinamento, recrutas passam por uma série de palestras para se ambientar ao que está por vir. Eles recebem informações sobre os exercícios e até como organizar as contas e a rotina da família durante os seis meses de ausência. “O sofrimento nos une. A gente não demonstra, mas torce muito por eles. Cada aluno que vence é uma vitória pessoal para nós”, emociona-se Paulo Henrique.


Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/6/curso_de_caveira_do_bope_onde_os_fracos_nao_tem_vez_91696.html .

domingo, 25 de julho de 2010

Felipe Massa: coadjuvante da Ferrari na Fórmula 1


"Merecia ter ganho a corrida! De resto nada a dizer!"

O semblante de Felipe Massa na conferência de imprensa diz tudo, mas a verdade é que a segunda posição, um ano depois do seu terrível acidente do ano passado no GP da Hungria, foi um bom regresso, de um piloto que este ano, apenas obteve dois pódios, logo a abrir a temporada, iniciando aí um grande hiato de bons resultados, chegando ao cúmulo de não ter pontuado nas últimas três corridas.

Este fim de semana para a Ferrari tudo mudou, a equipe dominou claramente a corrida e este bem acima do habitual na qualificação, mas a verdade é que a comunicação de rádio de Rob Smedley para Felipe Massa não deixa dúvidas a muita gente.

Massa foi avisado que Alonso deveria ser mais rápido. Para bom entendedor, meia palavra basta. Questionado sobre o caso, Massa apenas disse que "nada havia a dizer. Eu trabalho para a equipe". Admitiu no entanto que "merecia ter ganho. Fiz uma largada fantástica e estou muito contente com o desenvolvimento no carro", concluiu, lacônico.


Apesar de ter ficado claramente aborrecido depois de ter deixado seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso, ultrapassá-lo na 46ª volta e ter chegado no segundo lugar do GP da Alemanha de Fórmula 1, disputado neste domingo, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, afirmou que a manobra não infringiu as leis da FIA. "Nós, pilotos, devemos pensar sobretudo nos interesses da equipe e isso foi o que fizemos. Para mim, não foi jogo de equipe. Meu engenheiro me informou continuamente sobre a situação atrás de mim, porque tive alguns problemas com os pneus duros. Então, eu decidi fazer o melhor para o equipe. E a dobradinha foi o melhor resultado".

Massa se mostrou bastante contrariado e disse que sempre luta para vencer. "Um piloto sempre quer ganhar e não posso estar plenamente feliz com a segunda posição. Neste ano, tanto eu quanto a equipe perdemos muitos pontos nas corridas anteriores e era muito importante que hoje conseguíssemos o máximo", comentou o brasileiro.

Oitavo colocado no mundial de pilotos, com 85 pontos, Massa analisou a corrida como um todo e voltou a reclamar do comportamento do carro com pneus duros. "Fiz uma largada muito boa, a melhor desta temporada. Com os pneus macios, tudo ia muito bem, mas com os duros não encontrei o ritmo ideal. Mas acho que demonstrei que poderia ganhar".

Por fim, Massa disse que a vitória seria uma forma de homenagear o tio Fernando Marins, que morreu na última terça-feira. "Teria sido lindo subir ao degrau mais alto do pódio e dedicar o resultado a um parente meu que faleceu no começo desta semana, Fernando Marins. Quero enviar um abraço muito forte a toda sua família. Sei que ele está me vendo lá de cima".

Ferrari não vai recorrer de multa recebida - Após tomar conhecimento da multa de US$ 100 mil imposta pelos comissários da prova, o diretor esportivo da Ferrari, Stefano Domenicali, disse que a escuderia não ira apelar da decisão. "A favor dos interesses do esporte, decidimos não iniciar nenhum processo de apelação, confiando que o Conselho Mundial saberá julgar corretamente o ocorrido", revelou, elogiando o trabalho de todos da Ferrari após a conquista da dobradinha na prova deste domingo. "Quero parabenizar a equipe pelo fantástico resultado, fruto do trabalho, da capacidade e do empenho de todos, tanto na pista quanto na fábrica de Maranello, dia após dia. Há algumas corridas já tínhamos visto que o nível de desempenho dos carros aumentou e hoje colhemos os frutos".

Para o diretor da Ferrari, Massa, Alonso e Sebastian Vettel, da Red Bull, foram muito bem na corrida, mas os pneus duros prejudicaram o brasileiro. "Foi uma luta bonita entre os três, com um Felipe muito veloz com pneus macios, mas ele teve alguns problemas com os duros e deixou Fernando (Alonso) passar para não criar situações de risco".

Apesar da multa à Ferrari e do encaminhamento do caso para o Conseho Mundial, o resultado da prova está mantido. O que pode acontecer no julgamento é alguma punição aos envolvidos.

Fonte: http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/88167
http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=5234576