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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os projetos de leis mais curiosos da Bahia

 A pauta do Legislativo baiano está cheia de projetos inusitados. Obrigar os restaurantes a vender refrigerante a litro, fazer os cavalos usarem “fraldão”, proibir os motociclistas de usarem capacete fora da moto... Estas são algumas propostas dos representantes baianos.

São projetos ou indicações que entram na pauta e até viram leis. As ideias ousadas muitas vezes têm justificativas plausíveis, mas, mesmo assim, causam polêmica ou espanto.

Foi difícil selecionar apenas 10 ideias curiosas que foram discutidas na assembleia legislativa ou nas câmaras de vereadores do estado, por isso, a equipe do iBahia acabou colocando uma a mais de bônus. Confira o Top 10 do iBahia:

Fonte: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/top-10-os-projetos-de-leis-mais-curiosos-da-bahia/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Metrô de Salvador completa 12 anos sem sair do papel

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Uma celebração nada especial está agendada para esta quinta-feira (11), em Salvador. A data foi escolhida como o aniversário de 12 anos de um “verdadeiro conto do vigário”, motivo de risos e piadas principalmente entre os moradores da capital: o início metrô de Salvador. De 1999 para cá, os 12 km do trasporte urbano ainda não foram concluídos.

Por isso, e aproveitando o Dia do Estudante celebrado também nesta quinta, uma manifestação foi agendada por estudantes pela internet para relembrar a triste história. O local escolhido foi o canteiro do Bonocô, às 16h30. Segundo Cícero Cotrim a ideia do movimento surgiu após uma discussão com um dos seus professores sobre o absurdo do caso, que inclusive, já foi alvo de CPI.


Vale lembrar que em 2010, a Polícia Federal encontrou indícios de irregularidades envolvendo as empresas do consórcio responsável pela construção do metrô, a Metrosal. Foram diagnosticados desperdício de recursos púbicos, superfaturamento, falhas na licitação e execução dos trabalhos, o que obrigou investigação pelo Ministério Público Federal e a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa da Bahia.

Nem o Ministério Público nem os parlamentares obtiveram sucesso nas investigações, pois o Supremo Tribunal de Justiça considerou ilegais as provas adquiridas por meio de escutas telefônicas. O processo de investigação atualmente corre em segredo de justiça.

Fonte:http://portalmk.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=998:metro-de-salvador-completa-12-anos-sem-sair-do-papel&catid=38:noticias-geral&Itemid=76

domingo, 31 de julho de 2011

Banalização da Concessão de Títulos de Cidadão Baiano e Soteropolitano



Marina Silva

Cuidado! Se não é baiano, muito menos soteropolitano, e por obra do destino tenha que passar em frente à Câmara Municipal ou pela Assembleia Legislativa do Estado, apresse o passo, pois pode ser capturado para receber o título de cidadão baiano ou soteropolitano.

A banalização da honraria vem do passado e segue fazendo escola com as novas gerações de políticos.

Sabe-se lá por que, talvez pela falta de ideias para apresentar projetos que realmente acrescentem e ajudem a mudar a realidade do Estado e da sofrida Salvador, os deputados e vereadores se ocupam com o festival de concessão de homenagens.

Do jeito que vai, é bem capaz de os parlamentares aderirem à moda dos sites de compras coletivas e começarem a vender título de cidadão. Resta saber se os clientes vão querer adquirir tal produto.

Sem explicação

É lógico que alguns títulos – a minoria absoluta – até se justificam, mas a maioria é conferida por politicagem e interesses pessoais.

http://189.89.131.60/objetos/img_interna/2011_07_2116_53_1811956rickyvallen.jpg
Rick Vallens

Se o objetivo é conceder a honraria para quem tenha relevantes serviços prestados ao Estado ou à cidade de Salvador, por que personalidades da música, da política e figuras religiosas recebem o título de cidadão sem ter contribuído de verdade para o bem-estar de baianos e soteropolitanos? Com a resposta, os 41 vereadores da Câmara Municipal e os 63 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado.

Com as bênçãos do céu

Conceder título a padres, pastores, bispos, missionários e afins garante uma vaga no reino dos céus? Caso a resposta seja positiva, tem muito deputado e vereador por aí que não precisará se preocupar com o dia do juízo final.

Não é preciso ir muito longe para achar exemplos. Em março de 2010, por iniciativa do deputado Roberto Carlos (PDT), que na última campanha se intitulou “um homem cristão”, o missionário da Igreja Casa da Bênção, Daniel de Oliveira, foi agraciado com a honraria.

Em junho deste ano foi a vez de o também pedetista Euclides Fernandes oferecer o título ao bispo da diocese de Jequié, dom Cristiano Jacob Krapf.

Na Câmara, não é diferente...

Na Câmara, o edil Heber Santana (PSC) fez um mimo para o seu pastor. Parte da bancada evangélica da Casa, ele ofereceu o título de cidadão soteropolitano ao pastor Valdomiro Pereira, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus na Bahia.

Do lado católico, em novembro de 2010, o padre Luís Moreira Simões de Oliveira, da Paróquia da Vitória, recebeu sua honraria no Plenário Cosme de Farias, graças a uma homenagem do vereador Jorge Jambeiro (PSDB).

Se a coisa continuar no mesmo rumo, vai ser preciso conceder título de cidadão a todos os pastores, padres, bispos e afins que adentrem o interior da Bahia e os bairros da capital.

Para todos os sons

Também é comum a concessão de títulos para personalidades do mundo musical. Weverton Carlos de Melo, mais conhecido como Ricky Vallen, é um cantor natural do Rio de Janeiro e muito em breve será o mais novo cidadão soteropolitano, pois a sempre ocupada mesa diretora da Câmara propôs a concessão da honraria por acreditar que o rapaz tenha “prestado relevantes serviços ao município”. Só não vale perguntar quais serviços seriam esses.

Assim foi com o forrozeiro Adelmário Coelho, que, a pedido do vereador Paulo Câmara (PSDB), recebeu a honraria no dia 10/2. Colega de ritmo de Coelho, Targino Gondim foi agraciado em nível estadual no dia 12/11/2009.

E o samba não poderia ficar de fora. Se ele prestou relevantes serviços à Bahia, ninguém sabe, mas suas músicas parecem ter sido suficientes para que o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) concedesse, no dia 11/5/06, o título de cidadão baiano a Martinho da Vila.

Compadres políticos

E logicamente que na extensa lista de concessão de títulos sem qualquer justificativa plausível não poderiam ficar de fora os aliados de vereadores e deputados.

A nova mania é conceder a honraria a políticos de outras praças, principalmente em época de eleição, numa tentativa frustrada de colocar a figura em questão na mídia ou ainda tentar elevar a popularidade dela entre baianos e soteropolitanos.


José Serra

Foi o caso de José Serra (PSDB), que recebeu o título soteropolitano pouco antes da eleição presidencial de 2010, graças ao vereador Jorge Jambeiro (PSDB). A ex-verde Marina Silva também foi agraciada como soteropolitana em homenagem do vereador Alcindo da Anunciação (PSL).

E se o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), já recebeu o título baiano no dia 26/5, pelos deputados Elmar Nascimento (PR) e Ângelo Coronel (PP), o próximo da lista será o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a pedido do mesmo Elmar Nascimento (PR) e de Paulo Azi (DEM).

Há ainda o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que teve seu pedido aprovado graças à brilhante ideia do deputado Cacá Leão (PP).

E, pelo visto, falta o que fazer ao deputado Elmar Nascimento (PR). Ele também foi o responsável por conceder o título de cidadão baiano para o então governador mineiro Aécio Neves (PSDB), no dia 3/9/09. Coincidência ou não, todos os três governadores são tucanos.

Mais absurdos

Alguém saberia explicar por que, no dia 7/12/10, o diretor da São Paulo Fashion Week, Paulo Borges, foi laureado com o título de cidadão soteropolitano? Provavelmente, nem o autor da “gracinha”, o edil Paulo Câmara (PSDB), apaixonado por conceder títulos, deve saber explicar.


Galvão Bueno

E o locutor esportivo Galvão Bueno? O que foi que ele fez pelo povo de Salvador para que o vereador Paulo Magalhães (PSC) deixasse de se preocupar com os problemas da cidade para homenagear tal figura?

Já na Assembleia, Zé Neto (PT) conseguiu aprovar, em dezembro passado, o título baiano para o jornalista Paulo Henrique Amorim. Por que mesmo?

Enquanto ninguém responde, fica a reflexão para que os políticos pensem um pouco mais antes de sair por aí distribuindo honrarias desesperadamente.

Os parlamentares que discordam

“Não sou a favor dessa enxurrada de concessões. Acho que banaliza o título de honraria”, diz o deputado Reinaldo Braga (PR). Ainda no âmbito estadual, o líder do governo, deputado Zé Neto (PT), foi mais suave com os colegas.

“Muitas vezes é uma atitude política de trazer para perto do povo baiano governadores que são importantes, tanto no nível fronteiriço, quanto no nível geral".

Na Câmara, o discurso é semelhante. “Quem souber o que Galvão Bueno fez por Salvador que me conte”, alfineta a vereadora Andrea Mendonça (DEM).

Fonte: http://www.radiometropole.com.br/noticias/index_noticias.php?id=VG1wWk0wNUVSVDA9

Bahia: Projeto de Lei Proíbe Governo Estadual e Municipal Contratar Bandas com Músicas de Letras Ofensivas às Mulheres


"Mulher é igual a lata, você chuta e outro cata"; "Me dá, me dá patinha, me dá, sua cachorrinha"; "Quando chego na boate, ela se excita, levanta a garrafa de uísque, a perereca dela pisca". As frases, pinçadas de hits de um gênero musical popular conhecido como "pagode baiano", provocaram a indignação da deputada Luiza Maia (PT-BA), que decidiu levar sua revolta ao parlamento do Estado.

Com o retorno dos trabalhos na Assembleia na próxima segunda-feira (1ª), a deputada espera chegar à 32ª assinatura para encaminhar o projeto para votação ainda neste semestre. Se o projeto for aprovado, dezenas de bandas de pagode baiana podem deixar de participar de eventos financiados por prefeituras e pelo governo do Bahia.

Em entrevista ao Correio24horas, a deputada disse que gosta de sonoridade do pagode, mas não consegue compreender como alguns artistas se dedicam a compor músicas que ofendem as mulheres. Fã de Chico Buarque, Luiza Maia crê que a política também é uma forma de educar e é isso que ela pretende fazer com a proibição.

Já André Ramon, vocalista da LevaNóiz, disse em entrevista à TV Bahia que as suas músicas transmitem alegria para o público. “A maldade está na cabeça das pessoa, porque o intuito da gente não é levar maldade para as pessoas, e sim alegria", declarou o artista. O projeto também é criticado por outros artistas, que acham que a proposta da deputada deve ser amadurecida através de debates.

Na cidade de Camaçari, quando a deputada era vereadora, o então prefeito Luiz Caetano decidiu, após um debate com os vereadores do município, adotar a medida e não contratar bandas que cantam letras que desvalorizem ou exponham as mulheres a constrangimentos desde 2004, segundo Luiza Maia.

Na Assembleia, o projeto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e ainda deve passar por outras três comissões da Câmara dos Deputados para entrar na pauta de votação. Até lá, muita polêmica e discussão entre os baianos podem amadurecer o projeto, que começou a ser elaborado no dia 8 de março deste ano, no Dia Internacional da Mulher.

Fonte:http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/votacao-de-projeto-que-visa-zerar-verba-publica-para-bandas-com-letras-maliciosas-depende-de-uma-ass/

http://feministasbemresolvidas.blogspot.com/2011/07/projeto-da-deputada-luiza-maia-contra.html


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pornografia em site do Governo da Bahia

Arquivos pornográficos de um funcionário do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Governo da Bahia, foram publicados no site do extinto Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). O Ingá foi absorvido pelo Inema, numa recente reforma administrativa, mas seu site ainda continuava ativo e só foi interditado nesta quarta-feira (29).

A Empresa de Processamento de Dados da Bahia (Prodeb), responsável pela hospedagem do site, confirmou que a inserção dos dados aconteceu com a utilização de conta e senha de usuário interno.

A publicação dos arquivos foi divulgada por internautas no Twitter, na madrugada desta quarta (29), e rapidamente o assunto foi parar entre os trending topics (os assuntos mais comentados), colocando em xeque o webmaster Luiz Carlos Batista de Cerqueira. São dele os arquivos publicados.

Index of /cemba/uploads/content/file/Luiz-Carlos-Batista-de-Cerqueira/Videos

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!stuff_beastiality_vomit.mpg13-Jan-2011 16:22


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kamasutra.pdf29-Apr-2011 11:06


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3.5M

Aos 26 anos, Luiz Carlos trabalha como funcionário efetivo do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). Nesta quarta (29), ele foi afastado do cargo e será mantido fora da repartição pública até o término da apuração do episódio.

Repercussão - As redes sociais repercutiram o assunto intensamente. No Twitter, o funcionário público virou alvo de piada e passou a ser chamado de “mito”, com direito a vídeos e caricaturas no Youtube. O Bahia Toda Hora confirmou que a conta no twitter de Luiz ainda estava ativa às 19h.

Em um site de relacionamentos profissionais, Luiz Carlos Batista de Cerqueira aparece como desenvolvedor de Web do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá).

A história começou a circular na rede depois que um internauta, participante de um fórum de tecnologia achou arquivos nomeados de “porno-video”, sexy-schoolgirl0_big”, “tecnica+de+orgasmo+feminino” e “velho-safado-pegando-netinha” em uma pasta, hospedada no site do Ingá, em nome de Luiz Carlos Batista de Cerqueira.

Fonte: http://www.bahiatodahora.com.br/destaques-esquerda/noticia_destaque2/arquivos-pornograficos-sao-publicados-em-site-do-governo-da-bahia

sábado, 21 de maio de 2011

Comparação entre o Pagode Baiano e o Funk Carioca



Após diversas análises sócio-econômico-musicais levando em conta a Teoria Evolucionista de Darwin, os modelos macro-econômicos voltados para a Globalização juntamente com as modernas técnicas de Comunicação e Marketing, pode-se chegar à conclusão lógica de que a nova onda do FUNK CARIOCA na verdade é a evolução natural do PAGODE BAIANO.


Vejamos as principais evidências desse processo:


1- HARMONIA

PAGODE: três a quatro acordes musicais que se repetem indefinidamente até a idiotização total. Dezenas de músicos de pagode estão processando seus empresários por causa da L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo)
FUNK: foi eliminada por ser totalmente desnecessária no contexto: após meia hora de exposição, o cérebro pagodeiro não mais processa as informações harmônicas. Prova disso é que um cantor de pagode podia gritar "Segura a percussão! " e passar 2 horas nessa enrolação sem ninguém dar conta.

2 - MELODIA

PAGODE: uma única linha melódica, que tenta se encaixar na harmonia. Existem minúsculas alterações de uma música para outra que possibilitava ao pagodeiro mais atento saber que música estava tocando.
FUNK: não existe - foi constatado que 85% dos cantores de pagode desafinavam tanto que os resultados finais eram apenas gritos e sons irreconhecíveis (para os 15 % restantes quem cantava era o backing vocal). Assim não houve nenhuma dificuldade para ex-pagodeiros em evoluir para o funk. Como um funkeiro não sente necessidade de saber quem está cantando, todas as "músicas" são absolutamente iguais.

3 - VERSOS

PAGODE: duas estrofes repetidas 4 vezes por minuto.
FUNK: duas frases repetidas 35 vezes por minuto. Esta alteração reduziu o tempo médio de assimilação das letras de 40,8 segundos no pagode para incríveis 5,4 segundos no funk!

4 - LETRAS

PAGODE: não foi encontrada quantidade suficiente para análise.
FUNK: idem.

5 - PALAVRAS CHAVE

PAGODE: bundinha: 5/min, peitinho: 4/min, aê aê iô iô: 3/min.
FUNK: popozão: 17/min, tigrão: 15/min, os mano: 11/min, as mina: 11/min.

6 - DANÇAS

PAGODE: média de 16 simulações de coito por minuto com 2 variações de posição - na frente e atrás.
FUNK: Incrível média de 75 simulações de coito por minuto com 27 variações principais, inspiradas no Kama-Sutra, acrescidas de oral-sado-grupal.

7 - O GRUPO

PAGODE: 1 cantor, 3 dançarinos, 1 guitarrista, 1 baixista, 1 tecladista, 1 baterista, 4 percussionistas, trio de sopro. Total 15 integrantes.
FUNK: 1 cantor, 1 dançarino, 1 DJ. Total 3 integrantes. Assim o cachê de um grupo de pagode paga 5 grupos de funk!

A estratégia de mercado é massacrar a concorrência.
Vários artistas surfistas, aqueles que estão sempre pegando a onda mais nova, já estão se preparando:

- Moraes Moreira vai lançar o Frevo-Funk.
- Beto Barbosa criará o Lambafunk.
- É o Tchan lançara o CD É o Tchan no Funk.
- Gretchen lançará um remix funk dos seu maiores hits.
- Padre Marcelo Rossi pregará com o Funk de Jesus.

Todos os 7 empresários de pagode da Bahia estão pensando em demitir suas 1489 bandas e lançar as maiores revelações do funk da Bahia. Alguns grupos já estão prontos:
- Harmonia do Funk
- Gera-Funk
- Terra-funk
- Gang do Funk
- Companhia do Funk.

Enquanto isso, centenas de cantores e músicos de pagode expulsos da TV, do rádio e das banquinhas de CD's Piratas, já fundaram o Movimento-dos-sem-Mídia e prometem invadir à força os grandes latifúndios improdutivos como o Domingo Legal, Domingão do Faustão, Raul Gil e Xuxa Park.

Só nos resta aguardar a próxima etapa no processo evolutivo do pagode-funk.

Fonte: http://astrologiko.vilabol.uol.com.br/5_193.htm

domingo, 8 de maio de 2011

Governador Jaques Wagner raspa a barba

Bell Marques da Banda "Chiclete com Banana" fazendo escola...


Após 34 anos, Jaques Wagner fica 'lisinho' por R$ 500 mil para ONG

O governador Jaques Wagner retirou, neste domingo (8), a barba que manteve por 34 anos. A iniciativa, realizada na escola municipal Tertuliano Góes, no Alto das Pombas, faz parte do projeto Barba do Bem, através do qual a Gillete fez uma doação de R$ 500 mil ao Instituto Ayrton Senna para aplicação em cinco escolas públicas, quatro municipais e uma aberta, na região do Calabar e do Alto das Pombas.

O Instituto Ayrton Senna atua desde 1994 no desenvolvimento de soluções para combater os problemas da educação pública, com a parceria do governo do Estado e da prefeitura de Salvador.

O governador Jaques Wagner gabou-se, neste domingo (8), ter “passado no teste” do novo visual. Trinta e quatro anos depois, o chefe do Executivo viu-se sem barba, mas assegura que a cara de “bumbum de nenê” não causou estranheza em sua neta Júlia, de apenas dois anos e quatro meses. A pimpolha o abraçou e beijou normalmente assim que ele retornou da cerimônia que garantiu ao Instituto Ayrton Senna R$ 500 mil, a serem aplicados na educação de jovens baianos. Quem não gostou nada nada da “cara lisa” foi a primeira-dama Fátima Mendonça, que sentenciou: “Prefiro com barba”.

Fonte:

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2011/05/08/93534,jaques-wagner-tira-a-barba.html

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2011/05/08/93548,pos-barba-wagner-diz-ter-passado-no-‘teste’.html


terça-feira, 12 de abril de 2011

Música baiana em estado de imbencibilidade


Por Vanderley Soares

Quando alguém pronuncia a palavra analfabetismo na Bahia, e se essa declaração parte de um acadêmico, branco ou da elite, parece tratar-se de racismo, discriminação e ódio.

Quando dizem que o som do berimbau é simplório e que qualquer um pode reproduzi-lo sem maiores conhecimentos instrumentais, por possuir apenas uma corda, logo diriam: é mais um que odeia as raízes baianas, suas influências e sua cultura. Isso já ocorreu na Bahia e deu muito pano pra manga.

E quando dizem que a música baiana está cada dia pior e que o pagode não passa de mais um sonoro palavrão multiplicado por milhares de incautos, ignaros e estúpidos, certamente repetiriam: trata-se de mais um a ver-nos como sub-raça, desinformados e inconformados.

Pois é. E quando essa declaração parte de um pardo, de origem negra e indígena, e que cursou apenas o segundo grau? Aí, certamente dirão, trata-se de um oportunista, um comunicador frustrado ou de alguém que não conseguiu galgar os seus objetivos.

Pois bem. Esse rodeio, meio despretensioso, mas importante, é para falar do grau de imbecilidade a que chegou a música baiana, principalmente ao pagode aqui produzido e consumido. Não falo do Axé, que apesar da mesmice, não usa palavrões nem ridiculariza a Bahia como Estado analfabeto.

Como estudei numa das escolas mais influentes da Bahia, principalmente nos anos 50 e 60, o Colégio Central, participei da coletânea poética em homenagem ao sesquicentenário da instituição, fiz teatro e poesia nas ruas de Salvador, pronunciar algumas palavras (ões) e gestos obscenos da música baiana é assinar embaixo aos que dizem da Bahia, no Brasil afora, a de que é um povo mal educado e que só gosta de balançar o bundalelê.

E, vendo de perto, em algumas coberturas jornalísticas Bahia adentro, chego a interrogar-me quanto às minhas origens. Chego a duvidar que tivemos em nosso berço um Raul Seixas, um Castro Alves, um Wally Salomão, um Jorge Amado – que, mesmo produzindo alguns palavrões, nunca foi um turpilóquio, e tantos outros que enalteceram e alguns que ainda enaltecem e fazem lembrar que tínhamos uma cultura.

Mas, quando vou ao Campo Grande e ouço Caetano Veloso dizer que Xanddy é lindo e que ele é uma das novas expressões culturais da Bahia, chego a duvidar que sou baiano de verdade, daquele que comeu tripa seca e farinha de rosca pra não morrer de fome. E acho Caetano uma das maiores expressões da música mundial, apesar de requentar, vez ou outra, alguma música que no passado foi considerada brega.

Aí me conformo e vou ouvir um pouco de Xangai, onde, entre as suas pérolas, fez o ABC do preguiçoso, que endossa a tese dos sulistas de que o baiano só é gente até o meio-dia. E então, o que será o baiano durante a tarde? É uma legião de trabalhadores, cujo estigma de preguiçoso foi amplamente difundido pelos meios turísticos, uma forma de falar da tranquilidade, da “maresia” e do sossego baiano.

O saudosismo aflora e me remete à década de 1980. Lá, até 1985, os shows em Salvador, no projeto verão, no Centro de Convenções da Bahia, eram bastante disputados. No palco, Gil, Caetano, Milton, Beto Guedes, Barão Vermelho e tantos outros que arrastavam multidões. Na Barra, shows com Moraes Moreira, Luiz Caldas e Armandinho com A Cor do Som encantavam e lotavam a praia.

Retorno ao meu trabalho de coberturas de eventos com música baiana e lá, estampada em minha frente, uma multidão de 20, 30 mil pessoas numa avenida. As meninas, os meninos, dançam como se tivessem sido libertados naquele instante. Mais parece um balé de zumbis, daquele extraído dos filmes de terror das décadas de 70 e 80. Ou então em um orgasmo coletivo, algo do tipo promovido César ou qualquer outro Calígula da nossa imaginação.

Em uníssono, eles repetem as frases, os refrões e fazem todo o gestual obsceno para completar o enredo empobrecedor. O vocalista da banda grita, berra e pede para que todos ecoem aos quatros cantos: “Aponte o corno aí, diga que é corno”. E todos riem, como num circo, mas deveriam chorar ao debruçar a cabeça no travesseiro.

A grande maioria desempregada, deseducada e pobre. Desiludida pela face cruel do ensino que lhes oferecem nas escolas públicas, entregam-se aos bailes horrendos como se fossem a última ópera da vida deles. E se entregam de corpo e alma à missão.

Os maiores patrocinadores da música baiana no interior são as prefeituras, que gastam somas vultosas em festas, micaretas, aniversários e inaugurações, contratando bandas que em nada enriquecem a cultura popular, em detrimento do folclore, das raízes de cada cidade e de sua história. E lá se vão tubos e mais tubos de dinheiro público pelo ralo.

E voltam para casa sem saber um verso de Vinícius de Morais, sem ter-se envaidecido em ser brasileiro ao ouvir Pixinguinha, em ter-se delirado com os versos não menos preguiçosos de Dorival Caymmi, em ter-se deleitado à sonoridade de Bethânia e Gal, ou ter-se maravilhado ao som poético de Gilberto Gil. “Esses moços, pobres moços, a se soubessem o que eu sei”, disse Lupicínio Rodrigues em uma de suas canções imortalizada na voz de Gilberto Gil.

E aí vão me perguntar o que tenho feito para mudar o que já está construído. Nada. Sinto-me impotente. Apesar de radialista de profissão, jornalista por paixão, não consigo convencer ninguém do contrário. A música baiana vai continuar tocando assim durante muito tempo. Mas um dia acaba. Lutar contra o mercado é muito difícil. É uma máquina de fazer dinheiro a qualquer custo. E ninguém está preocupado com a educação, com a cultura, com o folclore. A mídia baiana enaltece, enobrece, escancara esses palavrórios como deuses. Até que duas meninas aparecem decapitadas numa esquina qualquer. De quem é a culpa?

*Vanderley Soares é radialista e jornalista, editor do Jornal Gazeta dos Municípios/Alagoinhas-Bahia

Fonte:http://www.teiadenoticias.com.br/artigos/artigos/musica-baiana-em-estado-de-imbecilidade

quinta-feira, 3 de março de 2011

Carnaval de Maragojipe - Bahia


Famoso pelas belíssimas fantasias e máscaras presentes em todo o período carnavalesco, o Carnaval de Maragojipe encanta baianos e turistas de todas as partes do mundo. Tombado como Patrimônio Imaterial da Bahia, em 2009, a folia manteve a tradição dos antigos carnavais, inspirados nos bailes e festas da Europa.

As máscaras feitas com tecidos, plástico ou papel machê são uma atração à parte na festa de Maragojipe. As cores, formas e criatividade utilizada nas peças, fascinam quem, pela primeira vez, participa da folia. Além dos adereços, as fantasias de careta, pirata, herói e bombeiro, criam a magia do Carnaval da cidade, que apenas traduz a alegria do seu povo.

Comemorada há mais de 300 anos, a festa teve inicio no último domingo (27), com o Grito de Carnaval, Desfile de Mascarados e Charangas Carnavalescas, mais conhecidas como bandas de fanfarras, que animaram o folião em ritmo de preparação para a grande folia. Na sexta-feira (4), a festa será retomada, com o desfile do tradicional Bloco das Almas, onde diversas pessoas vestidas de branco, saem pelas ruas da cidade ao som de marchas fúnebres, acordando e anunciando que o Carnaval está chegando.

Blocos Populares e diversas atrações musicais animarão o público até a terça-feira de Carnaval. Mas, para quem deseja a tranquilidade encontrada no Recôncavo baiano e não dispensa dançar ao som do axé, o evento oferece um circuito para os foliões curtirem ao som dos trios elétricos.

Além do circuito dos trios ( Areal-Caijá), a festa ainda pode ser apreciada em diversas ruas da cidade, na Praça dos foliões (Praça Matriz) e na Praça dos Mascarados a (Praça Conselheiro Antonio Rebouças), misturando as tradições dos antigos carnavais ao som das marchinhas, com a agitação proporcionada pelos trios elétricos.

Fonte:http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2011/02/28/carnaval-de-maragojipe-mantem-antiga-tradicao

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bell Marques do Chiclete vai tirar a barba no Carnaval 2011


Numa jogada de marketing, o cantor Bell Marques da banda de axé Chiclete com Banana, anunciou que irá tirar a sua barba em plena avenida, durante o Carnaval de Salvador.

Raspando sua barba, segundo informações, ele irá embolsar a quantia de R$ 2,0 milhões da patrocinadora Gillette.

Simulação

Se para raspar a barba ele vai embolsar esta quantia, imagine o valor que ele poderá receber para desvendar um dos segredos mais bem guardados: se ele é careca ou não ?


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jayme Figura - o Basquiat Baiano

www.pirula.com.br/jaymefigura
“Eu vivo aqui pensando como sobreviver,
Enquanto o mundo vai girando”Jayme Figura

Quem avista a primeira vez aquela figura exótica, com máscara de ferro, vestes que lembram os orixás Exu e Oxóssi e apetrechos espalhados pelo corpo, caminhando pelas ruas do Comércio, nem imagina que por trás de toda aquela parafernália existe um ser humano sensível e intelectualizado. Jayme Figura, como é conhecido e prefere ser chamado, é o tipo de artista que provoca inquietações por onde passa.

“Eu comecei a me vestir assim por conta da minha trajetória de vida, os sentimentos em si, que me fizeram fazer um trabalho que vestisse meu corpo através do tempo para violência. Quando surgiu o movimento punk eu era visto como marginal e as pessoas insistiam em olhar em meus olhos e dizer que eu era cínico, marginal, diante disso eu peguei e escondi o rosto para que vissem só a minha obra”, disse Jayme.

Aos 53 anos, o homem-figura diz já ter sido agredido várias vezes e a maneira como ele responde essas agressões é utilizando os apetrechos que transformam o ex-boêmio num personagem que desperta a curiosidade dos que transitam pelo Bairro Comércio de Salvador.

O artista misterioso diz não se importar com o medo e o preconceito que algumas pessoas têm da sua corporatura, uma vez que ele não se vê. “Eu não me olho no espelho para não ver o que as pessoas estão vendo, por que se eu sair de casa e me olhar no espelho eu irei ver que estou realmente diferente do ser humano. Quando alguém se assusta comigo eu digo que não sou aquilo que a pessoa está vendo, me olhar é ver a imagem que a ordem faz”, falou Jayme.

Jayme Figura é um autodidata do Comércio, um andarilho que inspira poesia e inteligência e ainda assim o menino que não se conhece até hoje fala com tristeza da rejeição familiar. Segundo ele, por ser um homem negro que vestia roupas exóticas, a família não lhe dava crédito. Entretanto, Jayme possui vários filhos, já teve várias mulheres e amantes. Atualmente ele vive com a última família.

O artista diz que por ser um boêmio, ele teve várias mulheres, mas não se casou com nenhuma, pois o que ele queria é ter filhos. Apesar de ser um bom vivant, diz ser a própria morte por não desfrutar da vida como antes, vida que ele define como gostosa. O ser vivo, não ateu, que dorme em caixão, não esconde certa melancolia ao falar de uma das suas amantes, que morreu. Segundo Jayme o amor não vingou por conta das diferenças sociais, ela era uma dama da sociedade e ele um artista marginalizado.

“A morte dela foi horrível, apesar de não poder ficar com ela por causa das famílias que também não permitiam uma imagem dessas se relacionando com uma mulher da sociedade”.

Durante a entrevista, crianças passam e mexem com Jaime, que tem uma reação inesperada e diz que as crianças são a sua morte, pois ele não pode abrir mão delas.

“As crianças me adoram, mas eu não posso deixar, pois eu não sou palhaço e se eu fizer sintonia com elas eu perco minha essência”.

Jayme, que em breve vai inaugurar seu atelier com obras sobre as peripécias de Hitler, afirma ter pouco estudo e já ter vivido de renda, entretanto, no período de crise do governo Collor, ele caiu na miséria.

Assim como Jean-Michael Basquiat, artista que viveu em Nova York, que vivia pelas ruas fazendo arte nos muros, Jaime constrói sua arte. Ambos frutos do contexto urbano, Jayme Figura reproduz sua ambiência em seu corpo e nas paredes do mercado modelo.


Porta de entrada e janela da casa de Jayme Figura

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Coisas que só acontecem na Bahia !!!

Lista bem humorada de curiosidades envolvendo bairros, ruas, localidades e fatos de Salvador e da nossa Bahia !!!!

1º) ser preso na LIBERDADE.

2º) fumar no CAMPO DA PÓLVORA.

3º) tomar banho de mar no RIO VERMELHO.

4º) pastor evangélico morar na CAPELINHA DE SÃO CAETANO.

5º) atravessar a rua na CALÇADA.

6º) morar no URUGUAI E TRABALHAR EM ROMA.

7º) faltar água na CAIXA D'ÁGUA.

8º) adulto tomar banho na ÁGUA DE MENINOS.

9º) candomblé no TERREIRO DE JESUS.

10º) morrer na sexta e ser enterrado nas QUINTAS... DOS LÁZAROS.

11º) confusão na RUA DO SOSSEGO.

12º) brigas no BAIRRO DA PAZ.

13º) não encontrar apoio NA RUA D'AJUDA.

14º) jovens na PRAÇA DOS VETERANOS.

15º) não dar esmolas na PRAÇA DA PIEDADE.

16º) casas velhas na CIDADE NOVA.

17º) lagoa de água doce dentro de VILAS DO ATLÂNTICO.

18º) acidente automobilístico na BOA VIAGEM.

19º) asfalto no CAMINHO DE AREIA.

20º) ser torcedor do Bahia e morar no CORREDOR DA VITÓRIA.

21º) luz na MATA ESCURA.

22º) ler A TARDE todos os dias pela manhã.

23º) morar na SAÚDE e ficar doente.

24º) UM CLUBE QUE NUNCA FOI CAMPEÃO BRASILEIRO COM O NOME DE: VITÓRIA.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Praga Urbana: música alta nos ônibus

Uma nova modalidade de falta de educação prolifera em Salvador e em todo o país. Acho que o baiano é tão criativo que acaba de criar o ônibus elétrico. O que você sente quando, já cansado, pega aquele ônibus lotado e, ainda por cima, é obrigado a escutar nas alturas as músicas que outras pessoas gostam?

Pois é, na segunda edição da série Pragas Urbanas, trago mais uma polêmica: o celular que toca música sem precisar da utilização de fones de ouvido e violenta os ouvidos alheios nos ônibus. É, porque eu encaro isto como um verdadeiro estupro. Em Salvador, algumas pessoas mal educadas e sem noção, sem cerimônia nenhuma, aumentam o som de seu celular e não querem nem saber se quem está presente esta gostando ou não.

O inacreditável é que até mesmo os cobradores e os motoristas, isso mesmo, até os funcionários dos transportes públicos utilizam essa forma bizarra de poluição sonora. Vocês sabiam que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), Salvador é considerada a Capital mais barulhenta do país? Isso mesmo, e esse só é um de vários motivos que colaboram com essa lamentável realidade.

Será que ninguém está notando isso? Será que nenhum órgão público tomará providência? Será que mais uma vez ficaremos a mercê do famoso jargão; aqui é terra de ninguém ?

Autor: Marcelo Issa (marcelo@aqueimaroupa.com.br)

Fonte: http://aqueimaroupa.com.br/?p=34413

sábado, 17 de abril de 2010

Marcelo Rubens Paiva: Acontece que ele é baiano


A primeira viagem longa e sem a família que fiz foi pra Bahia, lógico. Fruto da paixão por Jorge Amado e tropicalistas.

Com a turma do colégio, todos “de menor”.

Pegamos um busão até Porto Seguro, o começo do Brasil.

Falaram de uma vila, Arraial da Ajuda, em que só se ia a pé pela praia e nem tinha luz elétrica. Havia uma fonte de água milagrosa e praias desertas. É, nego, eu tenho idade… Passamos dois dias lá, dormimos na praia.

De Trancoso ninguém tinha ouvido falar ainda.

Depois, Itabuna e Ilhéus, conhecer o ar, o mar e os personagens de Amado.

Depois, Salvador, onde nos hospedamos numa república de estudantes e tinha o melhor e mais autêntico Carnaval do Brasil.

A Bahia passou a ser uma visita obrigatória na minha vida.

Bahia de Dorival, Tom Zé, Raul Seixas, Glauber, Gil, Caetano, João Gilberto, João Ubaldo, Novos Baianos, Cor do Som, Gal Fatal, Marcelo Nova e Camisa de Vênus…

Na década de 90, eu ia pelo menos 3 vezes por ano. Receber uns passes no GANTOIS, levado pela minha amiga TERECO, ouvir os conselhos de Xangô, comer bem, ver a transformação da cidade, me esbaldar no Trapiche, Dada e com as muitas baianas de acarajé.

Cheguei a ensaiar uma peça lá só com atores baianos. O jovem e desconhecido LÁZARO RAMOS estava no elenco.

Fiz amigos. Como o jornalista Hagamenon Brito, roqueiro, cítico de música, polêmico, irônia afiada, quem cunhou o termo “axé music”.

Pouco a pouco, fui perdendo o interesse pela Bahia. Especialmente pela cultura que vinha de lá. E pelo que os paulistas endinheirados estavam fazendo com aquele paraíso que hipnotizou Vaz de Caminha.

Trancoso ainda é deslumbrante. Mas o transfomaram no parque de lazer da elite. Caraíva foi tomada. Itacaré. Basta uma vila de pescadores, para estarmos lá, a paulistada [me incluo, pois passei o réveillon de 2007 lá e esvaziei a carteira] e a gringaiada, com grana, seduzindo, alugando, comprando, criando empreendimentos, campos de golfe, resorts em ilhas antes desertas, pistas para seus jatinhos.

Já me perguntei por que Pernambuco oferece o que há de melhor na nova música brasileira, revoluciona [NAÇÃO ZUMBI, MUNDO LIVRE, OTTO, EDDIE, MOMBOJÓ, INSTITUTO, JUNIO BARRETO, 3 NA MASSA, LIRINHA etc. etc. etc], e da Bahia hoje em dia ecoa apenas a voz estridente e insuportável de Ivete Sangalo e Cláudia Leite!

Por isso mesmo, explicam os meus amigos que entendem: a indú$$$tria do Carnaval sufocou a cultura baiana.

E na orla, em que passam os trios elétricos, só tem camarotes.

Adianta ROBÉRIO SANTANA, baixista do CAMISA, queimar ABADÁS? Tomara que sim.

Meu amigo HAGAMENON escreveu um desabafo na sua coluna do CORREIO DA BAHIA, na semana passada (06 de abril de 2010), comovente, que retrata o que é a Bahia na atualidade.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva

Acontece que sou baiano, também !!!


Eu moro em Salvador, onde os homens mijam em via pública sem nenhum pudor. Como se fossem cachorros que levantam a perna em qualquer poste, não se importando com quem passa. Tem cachorro branco, cachorro negro, cachorro pardo... cachorro de toda cor, variedade e tamanho. Certamente, também tem cachorro exibicionista, cachorro voyeur, cachorro dos quintos dos infernos. O cheiro de mijo e a sujeira são referências seculares da Cidade da Bahia. Bonito, massa.

Será que, se tivesse a praticidade da anatomia masculina, a mulher baiana também mijaria na rua, numa boa? Talvez. O povo baiano é muito folgado. Pronto, falei. Mal te conhece, quer saber o número do teu RG, CPF, se você já comeu a vizinha - ou o vizinho - do lado e o que tem em sua mesa. Na fila do Elevador Lacerda ou em um banco, é melhor evitar dar bom-dia, ou a pessoa te conta toda a vida. Ela faz um talk show.

O soteropolitano se considera o rei da cocada preta, mesmo que sua capital tenha uma orla favelada, um nível de barulho enlouquecedor, uma axé music de gosto mais que duvidoso, uma pobreza social que seus shoppings centers não conseguem ocultar, um sol que se esconde a maior parte dos 365 dias do ano e que ele sofra de complexo de inferioridade disfarçado de excesso de autoestima.

De manhã, o dono da banca de revistas da minha rua, no Rio Vermelho, me oferece as publicações que eu gosto e diz: o senhor tem razão. De quê, pergunto. De achar que Salvador virou um balneário tropical de terceira categoria. A mão de obra e o atendimento são ruins, não melhoram, a cidade está parecendo o Rio em violência e o trânsito piorou muito. Sabia que todo mundo aqui na rua agora desembolsa R$ 30 para ter segurança particular?

Os problemas do trânsito de Salvador me fazem duvidar do ditado “baiano burro nasce morto”. Falta vontade política para melhorar o sistema de transporte público de Salvador e uma mudança de mentalidade do soteropolitano, para quem, desde que o samba é samba, andar de ônibus (minimetrô superfaturado? quando mesmo?) é coisa de pobre, é humilhante. Como nos últimos anos ficou fácil comprar carro, a Paralela caminha rápido para ser nossa Marginal Tietê.

Eu moro em Salvador, tida como a cidade de maior população black fora do continente africano, onde matanças contra jovens negros pobres são constantes, sem que a sociedade realmente proteste, faça alguma coisa séria. Ah, os adolescentes são bandidos, merecem morrer? São mesmo? Isso é coisa de guerra de traficantes? Polícia boa é aquela que mata? Quem liga para essa gente feia, senão suas mães negras chorosas?

Ora, direis, esse sujeito nasceu onde? Aqui, meu caro, neste bonito e histórico cu do mundo. Se digito essas observações em um Sábado de Aleluia é porque sou baiano também e escolhi Salvador para malhar este ano. Ora, direis, esse infeliz está mais jururu do que um caramujo. Não, são apenas constatações. Queres que eu mude para Reykjavik? Não mudo. Salvador é tão minha quanto de Bell Marques, Nizan Guanaes, Claudia Leitte e sua.

* * *

Só quero viver em paz na cidade que escolhi para morar e ver minhas crianças crescerem. Não quero ser como João Ubaldo Ribeiro, que reside no Rio e passa férias numa Itaparica que ele guarda na memória. O melhor lugar do Brasil tem que ser aqui e agora. Ainda dá tempo.


* * *

Deve existir um homem feliz em Salvador.


Texto publicado originalmente na coluna Hagamenon Brito, no jornal CORREIO, dia 06 de abril de 2010.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Só se vê na Bahia: Metrô de Salvador Virou Piada !!!!



Piada pronta

O metrô de Salvador é o mais lento do mundo. Mas isso não tem graça: ele já custou R$ 1 bilhão e não funciona.

O menor e mais caro metrô do mundo está na Bahia. Com apenas 6,5 quilômetros de extensão e custo total de R$ 1 bilhão, ganhou dos baianos indignados o singelo apelido de “autorama”. Só que não funciona.



A construção do metrô de Salvador arrasta-se há uma década, o que também situa a obra entre as mais longas do gênero. É, sem dúvida, a síntese do que há de pior na administração pública brasileira: corrupção, burocracia, incompetência e descaso com o cidadão.

O projeto inicial previa 41 quilômetros, só que o investimento foi todo consumido no primeiro trecho, que deveria ser de 12 quilômetros, mas foi reduzido à metade. Para agravar, um estudo de viabilidade econômica do projeto mostra que, para cobrir os custos de operação, o bilhete do metrô poderá custar entre R$ 10 e R$ 15, seis vezes o preço em São Paulo. Chegou-se à conclusão de que o metrô não se sustenta economicamente, terá de ser subsidiado.


É muito curto e ainda por cima foi construído numa área que é bem coberta por outros transportes públicos. Hoje comandada pelo PMDB, a Companhia de Transporte de Salvador (CTS), que acompanha o andamento das obras, culpa a administração anterior pelo imbróglio. “Tudo começou na licitação feita pelo prefeito Antonio Imbassahy (PSDB)”, diz o diretor da CTS, Hebert Motta.

De fato, foi Imbassahy (1997-2005) quem abriu a concorrência para a construção do metrô em 1999. O exprefeito garantiu à ISTOÉ que todo o processo transcorreu “dentro da lei”.



Entretanto, o TCU já determinou a retenção cautelar de R$ 50,5 milhões após encontrar irregularidades na obra e a Corregedoria-Geral da União finaliza auditoria sobre os preços praticados pelo Consórcio Metrosal.

Mais grave: a Justiça Federal da Bahia aceitou denúncia do Ministério Público por suspeita de formação de quadrilha, cartel e fraude na licitação.

Foram acusados sete dirigentes das empresas que participaram da concorrência: dois da Camargo Corrêa e dois da Andrade Gutierrez, integrantes do consórcio Metrosal, além de três dirigentes da construtora italiana Impregilo, do consórcio Cigla.

Segundo o MPF, as empresas atuaram em conluio. As companhias negam a acusação. Na quarta-feira 16, os procuradores baianos conseguiram uma ajuda extra do MPF em São Paulo, que lhes enviou documentos contendo novos elementos que podem confirmar os indícios de fraude e superfaturamento no metrô baiano.

A papelada faz parte do inquérito da Operação Castelo de Areia, que apura o pagamento de propina a políticos e agentes públicos em dezenas de empreendimentos pelo País. Um dos acusados na denúncia em Salvador é o engenheiro Pietro Bianchi, que também é denunciado na Operação Castelo de Areia. Pelo visto, o buraco do metrô de Salvador é muito mais profundo.

Fonte:http://pilordia.blogspot.com/search?updated-max=2009-12-22T00%3A29%3A00-03%3A00