quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tiririca consegue ler e escrever em teste na Justiça Eleitoral

Deputado federal eleito conseguiu ler as manchetes apresentadas a ele e também escrever uma frase ditada

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como o comediante Tiririca, conseguiu escrever o ditado a que foi submetido hoje em processo que corre na Justiça Eleitoral de São Paulo. Ele também conseguiu ler em voz alta as manchetes de jornais que foram apresentadas a ele.

A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. “A promulgação do código eleitoral em fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”. As manchetes foram “Procon manda fechar lojas que vendem produtos vencidos” e “O tributo final a Senna”. Para ser candidato no Brasil uma pessoa tem que ser alfabetizada e o Ministério Público levantou a suspeita de que ele não seria alfabetizado. O teste foi feito na manhã desta quinta-feira nas instalações do TRE-SP.

Tiririca acena ao chegar à sede do TRE-SP

Após pausa para o almoço, Tiririca retornou ao prédio do TRE para participar do depoimento de testemunhas. Segundo o presidente do tribunal, Walter de Almeida Guilherme “não se pode afirmar se ele sabe ler ou escrever” a partir do teste feito. A decisão caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.

Tiririca foi convidado a fazer um teste grafotécnico para constatar que a carta entregue à Justiça Eleitoral havia sido escrita de próprio punho. Mas ele se recusou a fazer o teste grafotécnico, agindo dentro do que prevê a legislação, já que ele não estava obrigado a apresentar provas contra ele mesmo. Por isso foi submetido aos exames de leitura e ditado.

Diplomação

O presidente do TRE-SP, Walter Almeida Guilherme, informou que o deputado eleito "vai ser diplomado, independentemente do resultado ou da decisão do juiz" que julgará se Tiririca é alfabetizado. Segundo Guilherme, "o registro (da candidatura) foi deferido tecnicamente e não existe nenhuma provocação para que se desfaça esse registro".

Testemunhas

No período da tarde desta quinta-feira, o tribunal começou a ouvir as quatro testemunhas do caso. Os nomes não foram divulgados e há vários rumores sobre o tema. As únicas confirmações até agora são de dois nomes. Um deles é o jornalista Victor Ferreira, da revista Época, que numa reportagem escreveu que a grafia dos autógrafos dados por Tiririca era diferente da existente na declaração apresentada à Justiça Eleitoral.

A outra testemunha, citada na reportagem de Ferreira, é o humorista Ciro Botelho, que escreveu o livro "As piadas fantárdigas do Tiririca". Na reportagem da revista, Botelho disse que escreveu o livro sozinho, com base em histórias contadas por Tiririca, e que este não sabe ler nem escrever.

Denúncia

Nesta manhã, Tiririca participou de uma audiência no TRE-SP por conta de uma acusação feita pelo promotor eleitoral Maurício Lopes de fraude na declaração em que afirmou ser alfabetizado para poder se candidatar. O deputado eleito driblou a imprensa ao deixar o TRE-SP.

Os defensores do deputado eleito alegam que ele é alfabetizado, mas que, ao se candidatar, ele contou com a ajuda da mulher para redigir a declaração por ser portador de síndrome que o impede de unir o indicador e polegar.



Tiririca foi eleito com 1.353.820 votos - deputado federal mais votado do País em 2010 - para o cargo de deputado federal nestas eleições pela coligação Juntos por São Paulo (PR/PT/PRB/PC do B/PT do B). Ele é filiado ao Partido da República (PR).

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/tiririca+consegue+ler+e+escrever+mas+decisao+cabe+ao+juiz/n1237824856253.html

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Soldado do Futuro: Exoesqueleto

Histórico

A ficção científica tem muitos exemplos de exoesqueletos que podem ter inspirado os sistemas atuais. Em 1959 nos desenhos em quadrinhos "Starship Troopers", os soldados usavam roupas propulsadas para destruir os inimigos interplanetários com mísseis e bombas de hidrogênio. Quatro anos após, os desenhos em quadrinhos da Marvel introduziu o Homem de Ferro, capaz de levantar toneladas com sua roupa de aço.

Os estudos reais para fazer um exoesqueleto motorizados datam dos anos 60, com estudos bem anteriores. Idéias de Hollywood podem ter iniciado no projeto de 1965 da General Electric que projetou um exoesqueleto com propulsão hidráulica e elétrica chamado Hardman 1. Ele podia levantar 125kg como se fosse 5kg. Era pesado como um carro e conseguia levantar um refrigerador com se fosse um tomate. Porém, apenas um braço funcionava e as tentativas de operar as pernas levava a movimentos incontrolaveis e violentes.


O Hardman pesava 700kg.

Na década de 80 a Cidtines desenhou o Teiss P31, antecessor do exoesqueleto. O projeto foi abandonado por ser muito complicado de operar.


Em 1986 no filme Aliens, a Tenente Ripley usa um guindaste industrial (Power Loader) para combater a rainha alien.

Os guardas de Darth Vader, no filme Guerra nas Estrelas, também podem ser considerados o primeiro esboço do exosqueleto para soldados.

A ficção científica também tem exemplos que lembrar os soldados do futuro já citados. O percursos de todos os soldados do futuro pode ser o herói de quadrinhos Batmam. Foi o primeiro exemplo de relação entre corpo, maquina e tecnologia. Como soldado era um bom atleta, estrategista e detetive calculista. Também tinha muitos inimigos como ladrões, bandidos e capangas que ameaçavam o mundo. Sempre vai ao combate com cinto que inclui armas especiais. O centro de comando é um bunker cheio de computadores.

Os fuzileiros coloniais do filme Aliens - o Resgate também usavam armas e sensores parecidos com os programas atuais. Tinham cameras de TV no capacete que transmitia imagens a um centro de comando. Todos usavam rádio e tinham sistema de monitoramento fisiológico. Também usavam armas futurísticas.

No filme Predator de 1987 o alienígena usava uma roupa que o tornava invisível. Os laboratórios estão estudando a nanotecnologia para aplicar aos tecidos e conseguir efeitos semelhantes para dar um efeito de camaleão aos tecidos. Também irá mascarar a assinatura infravermelha.

Programa EHPA


O programa da DARPA chamado Exoskeleton for Human Performance Augmentation (EHPA) tem o objetivo de melhorar a capacidade de carga, mobilidade e autonomia do soldado desmontado em uma grande gama de missões.

O exoesqueleto será um traje mecânico especial que multiplica as habilidades humanas com uso de próteses adicionados ao braço, torso e pernas como uma armadura.

Em termos simples, o exoesqueleto pode ser descrito como um conjunto de sensores e atuadores para detectar as ordens que o cérebro do solado dá aos seus músculos, e ampliar a respostas dos músculos por meios de ações mecânicas.

O programa EHPA foi lançado em 2000. Em 2001 foram recebidas seis propostas para desenvolver o EHPA. Em 2003 a Universidade de Berkeley e a Sarcos foram selecionadas.

Baseado nos planos atuais, o EHPA deve ter três fases:

- Fase 1 (fevereiro de 2003) irá desenvolver e testar tecnologias viabilizadoras, incluindo o sistema de energia, atuadores piezo-hidráulicos, interface e conforto, e controles de atuadores.

- Fase 2 (2004) irá cobrir o projeto, desenvolvimento e demonstração do exoesqueleto para melhorar a mobilidade das pernas.

- Fase 3 (2015) irá projetar, desenvolver e demonstrar um exoesqueleto com módulos superior e inferior completos.

As fases posteriores são incertas pois os militares americanos não estão ainda confiantes no conceito de exoesqueleto.

Estudos preliminares e jogos de guerra foram realizados com várias estruturas de desenvolvimento, incluindo dois exoesqueletos por pelotão, um grupo de combate de exoesqueleto por pelotão, e uma força de assalto completa de exoesqueletos.

Aplicações típicas podem incluir tarefas como "limpar" prédios, superar obstáculos, atacar posições fortificadas, mobilidade em terreno irregular, e assim por diante. Futuramente, os dois módulos iniciais deve ser suplementados por movimento vertical capaz de realizar saltos longos/altos para ultrapassar posições inimigas e "voar" sobre obstáculos. Dar dois HPs a mais de força pode ser suficiente.

A DARPA se juntou ao MIT para criar o ISN - Institute for Soldier Nanotechnologies - para estudar nanotecnologias para pesquisas militares. A DARPA contribui com US$50 milhões para pesquisas por cinco anos e outros órgãos e instituições com mais US$40 milhões.

A ISN foca em seis capacidades chaves: detecção de ameaça, neutralização de ameaças (como blindagem), ocultação, melhoria do desempenho, tratamento médico em tempo real, e diminuição da cadeia logística.

Também trabalha em sete áres de pesquisa: absorção de energia material, material mecanicamente ativo para o exoesqueleto, gerenciamento e detecção de assinatura, biomateriais e meios de tecnologia médica, processos de fabricação, modelagem e simulação, e integração de sistemas.

Na área de tecidos a nanotecnologia será usada para desenvolver roupas com tecnologia de invisibilidade e roupas que se tornam rígidas para tratar ferimentos como pernas quebrada. O objetivo é criar uma roupa de combate com capacidade adicionais para o soldado como proteção balística, biológica, aumento força e resistência e com comunicações avançados.

O objetivo atual é equipar o soldado com um exoesqueleto capaz de torna-lo 3-10 vezes mais forte, levar arma de 50kg e vestir 20kg de blindagem. Também poderá saltar 7 metros com sapatos que armazenam energia.


Com o exoesqueleto será possível aumentar a capacidade de carga, prolongar a autonomia, aumentar a velocidade, aumentar força humana e passar por obstáculos (em distância e altura ). O Pentágono quer um super soldado capaz de levantar 100kg com mesma facilidade de 10kg, correr duas vezes mais rápido e por distância maior.


Conceito do Soldier 2025. O exoesqueleto está sendo projetado com a premissa que combate do futuro será urbano. Como as tropas são menos capazes de usar blindados em cidades, os planejadores militares pretendem melhorar a armadura, armas, e eletrônicos do soldado desmontado. Sem ajuda de um exoesqueleto a carga não poderá ser grande. O mais importante no exoesqueleto pode ser diminuir as baixas pela proteção da armadura, que pesa 20kg. A blindagem atual leva duas placas, frontal e traseira. A futura protegerá outros locais e será mais capazes. A sobrevivência é o que preocupa os soldados quando estão em combate.


As pesquisas de exoesqueleto incluem roupas que tornariam o soldado invisível com o uso de nanotecnologia.


Pesquisas

As pesquisas relacionadas com o exoesqueleto podem ser dividido em cinco elementos básicos: estrutura, força, controle, desempenho no terreno e biomecânica.

Os desafios do projeto do exoesqueleto são grandes: materiais, atuadores, sensores, mais calor, barulho e peso de cada componente. O pior problema é a fonte de energia, não só para exoesqueleto, mas também para suportar os sistema de comunicações e os sensores.

Para ser utilizável, o sistema de exoesqueleto deve ter ma interface com o usuário bem enfática para que atuem como um sistema único. Isto deve ocorrer de forma qualitativa e quantitativamente de forma bem diferente do modo que o homem vem trabalhando com as interfaces homem-máquina atuais. Poderá até ser necessário reproduzir algum tipo de ligação neuromuscular usando miosinais como comando primário. A biomecânica deve resolver que se mova como soldado comum.

Alguns teoristas pensam em sistemas invasivos com implantes nos músculos e nervos. Outros pensam o contrário com um exoesqueleto que cuida do usuário se estiver ferido.

Para construir sistema onde um robô imita cada movimento é preciso criar um sistema muito complexo. Depois de detectar o movimento e medir a velocidade e força, o robô deve traduzir a leitura em movimentos paralelos e sincronizados por alguns dos componentes. Ao mesmo tempo outras componentes devem ajustar-se para manter o equilíbrio.

Isto já é feito atualmente com mãos robóticas capazes de levar cargas pesadas com precisão. Geralmente usadas com manuseio de material radioativo.

A gravidade, fricção, efeitos térmicos, erros do sensores e outros influencias são outras fatores a serem considerados. O mecanismo precisa de um software poderosos que já estão sendo criados.

Falhas podem causar desconforto e fadiga. Apenas 2kg de peso mal colocado num braço por 10 minutos pode deixar uma pessoa extremamente fatigada. Erros grandes podem ser perigosos. Os robôs industriais até matam pessoas próximas. O exoesqueleto podem até correr o risco de abraçar o usuário se algo der errado.

Os sistemas biológicos também estão sendo estudados. Os músculos humanos são os melhor meios para produzir força com pouco gasto de energia. Para se ter uma idéia, se todos os músculos humanos forem colocados juntos podem sustentar 20 toneladas. Porém, os humanos não suportam cargas por muito tempo. Alguns quilos podem exaurir uma pessoa em minutos.

Para ter utilidade militar o exoesqueleto também não pode produzir barulho e os músculos se encaixam neste requisito.

Além da interface homem-máquina, outro requerimento chave do exoesqueleto é a geração e distribuição de energia. A energia necessária para a parte inferior do exoesqueleto é estimada entre 200-1000W (um ciclista profissional gasta em média 350W). Isto vem levando ao estudo de conceitos sofisticados e exóticos com o CHAPS Chemo-Hydraulic Actuated Power System ( um motor linear de pistão livre acoplado a m armazenador hidráulico e meios de transmissão ), combustível de hidrogênio, combustores catalíticos termo-químicos, super capacitadores de células de energia híbridas PEM, atuadores hidráulicos piezo-elétricos, e outros. Deverá ser necessário produzir uma bateria para que o exoesqueleto funcione 24 horas e sem produzir ruído.

LEE

O LEE é o acrônimo de “Lower Extremity Enhancer” que está sendo conduzido na Universidade da Califórnia. O sistema sendo testado deve consistir inicialmente de um módulo inferior e outro superior, e será basicamente um assistente de locomoção ( como correr 35 km/h aceleradamente ) e funções de carga para aumentar o alcance de atividades que o soldado pode desempenhar com as limitações do ambiente operacional.

O LEE usa um motor a gasolina relativamente pesado. Com 1 litro tem autonomia de 15 minutos. Sem uma cadeira para sentar após perder a força o usuário cai no chão com o peso do sistema. O sistema é desconfortável e dá limitação a pessoa como roupa ou sapato apertado. Está sendo usado para verificar a teoria de controle.


O LEE foi desenvolvido na Universidade da Califórnia. Iniciou os testes em 2003 e o sistema completo com parte superior deve ser testado a partir de 2005. O protótipo já chega a 16km/h enquanto um homem caminha na velocidade de 6,4 a 9,6 km/h. O sistema completo planejado será capaz de levar 180kg e funcionar por 4h-24h. O soldado atual marcha a 2-4km/h levando 50kg. Com um exoesqueleto ele irá ser mover até três vezes mais rápido, levando pelo menos o dobro da carga como se estivesse levando 5-10kg. O preço esperado é semelhante a uma motocicleta. Com isto o soldado irá levar os mesmos 20kg dos soldados romanos.

A locomoção é enfatizada pelo EHPA pois 3% do mundo pode ser acessado por veículo, mas 85% pode ser acessado por um par de pernas.

Os exoesqueletos do futuro também pode ter outras formas como um minotauro destacável que reboca outro par de pernas levando carga no meio. Também poderá ter versões especializadas com vários tamanhos.

Pode ser fácil de entender que além do uso militar do exoequeleto deve ter várias importantes aplicações civis. Um exoesqueleto pode ser usado na construção civil e em missões de resgate. Também ajudara paraplégicos a andarem.

O LEE agora é chamado Berkeley Lower Extremity Exoskeleton (BLEEX). O BLEEX deve combinar um músculo robótico com controle humano. Deverá ser um sistema ergonômico, manobrável e robusto para andar, inclinar, nadar e saltar sem reduzir a agilidade.

O BLEEX consiste de uma perna mecânica conectada ao pé para evitar abrasão. Inclui unidade de força nas costas. Serve para atravessar grandes distâncias com grandes cargas. Pode ser usado por médicos para levar feridos ou resgate. O modelo atual pesa pouco mais de 30kg.

Um par de coturnos modificado foi atachado no exoesqueleto. São mais de 40 sensores e atuadores hidráulicos ligado por LAN que funciona com músculos e nervos. O BLEEX responde ao que o corpo faz e ajusta de acordo. O próximo passo será o transporte de uma carga de 50kg.

O modelo da Sarcos usa um sensor no é que responde a força com contraforça para contrabalançar e não para anular. O sistema apenas sente a força e não pensa como operar o sistema. Enquanto o BLEEX é capaz de levar 40kg, o sistema da sarcos leva mais de 50kg.


Bleex atual e mock-up de um modelo operacional.


Um projeto independente de amplificação do corpo é o Spring Walker que já foi testado a velocidade de 16km/h.

Solo Trek XFV

A Millennium Jet Inc (MJI) recebeu US$ 5 milhões da DARPA para desenvolver e testar um veículo de pouso e decolagem vertical ( VTOL ) monoposto para o programa EHPA. O veículo é chamado Solo Trek XFV (Exoskeletor Flying Vehicle)

O projeto foi iniciado em 1996 e o desenvolvimento durou 7 anos. Três pilotos voaram 76 horas em 63 vôos. A aeronave mostrou vôo pairado controlado. O programa suspenso em janeiro 2003 após os fundos do DARPA terem sido cortados e com risco de não serem mais disponibilizados para pesquisas posteriores.

O motor de dois tempos estava planejado para ser substituído por um turboshaft com 120-140 hp. O motor faz girar duas hélices em ductos. As 7 pás da hélice giram a 4.000 rpm. Os ductos são móveis para controlar a aeronave.

O XFV tem altura de 2,3 m, 2,65 m de largura e 1,5 m de comprimento. O peso vazio é de 125 kg e máximo de 325 kg. Os pilotos devem pesar no máximo 110kg. Alcance é de 240km e pode hoverar até 8.000 pés. A velocidade máxima é de 130km/h com autonomia de 90 minutos a 70 km/h.

O XFV contará também com um pára-quedas de acionamento automático em caso de emergência, sempre a mais de 30 metros do solo.


O XFV é veiculo para uma pessoa e não um exoesqueleto para vestir.


O uso potencial militar incluía vigilância, combate em localidade, assalto leve e busca e resgate.

O XVF é uma tentativa de recriar uma solução mais elegante tentada no fim da década de 70 pela Williams Research Corp. com seu Williams Aerial Systems Platform (WASP) II. O WASP era capaz de voar a 100km/h a até 3 mil metros com um peso total de 250kg. A propulsão era por um turbofan de míssil cruise e tinha autonomia de 30 minutos. O piloto ficava em pé dentro da fuselagem que parecia uma biga romana com dois patins laterais como trem de pouso.


A Bell Aerospace trabalhou no conceito Individual Lift Device e se juntou com a Williams International para construir um cinto propulsado por jato. Um turbofan montado em uma plataforma pesando cerca de 170kg foi mostrado ao US Army em 1969. Porém, sua manobrabilidade e boa autonomia eram prejudicadas pelo alto peso e a idéia foi esquecida. Em 1970, a Williams adquiriu os direitos de produzir o veículo e em 1973 produziu o WASP I (Williams Aerial System Plataform) para testes no USMC. O veículo operou apenas amarrado e falta de fundos atrasou o projeto. O US Army mostrou interesse em 1977 e a Williams construiu dois protótipos operacionais em 1980. A plataforma usava um motor de míssil cruise de 600lb de empuxo e foi chamada WASP II. A plataforma operava com o tripulante inclinando o corpo na direção desejada. A rotação axial e altitude eram controladas pelas mãos. Pesava 105kg, levava 75kg de combustível e um operador de 65kg. Voava a até 80km/h e subia até 30 metros. O WASP foi um dos primeiras tentativas do US Army de projetar um veículo aéreo de transporte individual semelhante a um jipe aéreo.

Fonte: http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/sof/sofexo.html

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A não aplicação do Princípio da Insignificância no caso de posse de droga por Militar no ambiente castrense


Plenário: Norma militar deve ser aplicada nos casos de posse de droga dentro de estabelecimento castrense

A posse de reduzida quantidade de substância entorpecente em uma unidade militar não autoriza a aplicação do princípio da insignificância penal. Com esse entendimento, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou, por maioria dos votos (6x4), Habeas Corpus (HC 103684) impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU) em favor de um militar que foi surpreendido com pequena quantidade de maconha, enquanto trabalhava no Hospital Geral de Brasília (HGB), estabelecimento militar.

O caso

Segundo o habeas, o acusado recebeu pelas grades do HGB maconha de dois outros rapazes que estavam do lado de fora da área hospitalar. Ao ser questionado sobre o que segurava na mão, o acusado confessou que era maconha, tendo jogado a droga no chão, local em que 0,1 grama da substância entorpecente foi recuperado e submetido a exame pericial.

Tese da defesa

No Habeas Corpus, a DPU questionava decisão do Superior Tribunal Militar (STM) que manteve a condenação do acusado a um ano de reclusão pelo delito do artigo 290, do Código Penal Militar. Sustentava que, em benefício do réu, deveria ser aplicado o princípio da insignificância penal, uma vez que o recruta do exército, à época do delito, foi pego com inexpressiva quantidade de maconha em lugar sujeito à administração militar. A Defensoria Pública da União alegava que o caso seria de absolvição do acusado porque ausente qualquer risco de lesão à saúde pública.

O HC também pedia a aplicação da lei civil mais benéfica. No entanto, o Plenário entendeu, por maioria, que deveria ser afastada a incidência da Lei 11.343/2006 (Nova Lei de Drogas), em razão da especialidade da lei penal castrense.

PGR

A Procuradoria Geral da República (PGR) opinou pelo indeferimento do pedido, sob o fundamento de que a conduta do acusado vai além do simples porte, tendo em vista que para receber a droga de terceiros, ele desconsiderou o fato de estar de serviço em um hospital militar. De acordo com o parecer, independentemente da quantidade da droga apreendida, "há que se avaliar as circunstâncias em que cometidos o delito e os valores jurídicos atingidos, como a quebra da ordem, da hierarquia e da disciplina, essenciais na vida militar". Para a PGR, em razão do principio da especialidade, "não cabe invocar a repercussão da Lei nº 11.343/2006 em relação aos crimes militares".

Voto do relator

O ministro Ayres Britto, relator do processo, votou pelo indeferimento do habeas corpus e foi seguido pela maioria dos ministros. "O uso de drogas e o dever militar são como água e óleo, não se misturam", disse, durante a leitura de seu voto.

Segundo ele, "por discreto que seja o concreto efeito psicofísico da droga nessa ou naquela relação tipicamente militar, a disposição pessoal em si, para manter o vício, implica inafastável pecha de reprovabilidade cívico profissional, senão por afetar temerariamente a saúde do próprio usuário, mas pelo seu efeito no moral da corporação, na autoestima da corporação e no próprio conceito social das Forças Armadas que são instituições voltadas entre outros explícitos fins para a garantia da ordem democrática".

O ministro observou que se a quantidade de maconha em poder do acusado era ínfima, tal fato provavelmente ocorreu em razão do descarte de parte do material em vias de ser apreendido. "Seja como for, o problema aqui não é de quantidade e nem mesmo do tipo de entorpecente que se conseguiu apreender. Parece-me que o problema é de qualidade da relação jurídica entre o particularizado portador da substância entorpecente e a instituição castrense de que ele fazia parte", ressaltou. De acordo com Ayres Britto, a questão trata sobre "bens e valores jurídicos insuscetíveis de relativização em sua carga de proteção individual e concomitantemente societária".

O relator avaliou que a decisão do Superior Tribunal Militar (STM), questionado no HC, deve ser mantida. Com base no ato questionado, o ministro Ayres Britto disse que a presença de militar sob o efeito de drogas afeta a eficiência das Forças Armadas, além dos valores e "princípios da vida na caserna". Tendo ainda como suporte a decisão do STM, o relator considerou "inaceitável um militar de serviço portar substância no interior do aquartelamento".

Para o ministro Ayres Britto, é evidente que as Forças Armadas Brasileiras "jamais poderão garantir a ordem constitucional democrática - sempre por iniciativa de qualquer dos poderes da República, diz a Constituição - se elas próprias [as Forças Armadas] não velarem pela mais rigorosa ordem hierárquico disciplinar interna". No mesmo sentido do relator votaram os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie e Marco Aurélio.

Divergência

Ficaram vencidos os ministros Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso, que votaram pelo deferimento do habeas corpus. Segundo eles, a conduta é atípica, pois a quantidade de droga é ínfima e insuscetível de causar risco à saúde pública. Ressaltam que a jurisprudência dos tribunais aplica a casos semelhantes o princípio da insignificância, por ausência de lesão ou ameaça a lesão ao bem jurídico protegido quando a quantidade encontrada é incapaz de gerar dependência química ou psicológica.

FONTE:http://www.revistadodireitomilitar.com/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

F-1: Felipe Massa poderá ser preso se der passagem a Alonso

Atenção amantes da Fórmula 1 e dos pilotos brasileiros em ação na categoria! O brasileiro da Ferrari, Felipe Massa, pode até ser preso se der passagem para seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, no Grande Prêmio do Brasil, que acontece no autódromo de Interlagos, em São Paulo, no próximo domingo (7).

Quem alerta é o promotor do Juizado Especial Criminal, Paulo Castilho, baseado no Estatuto do Torcedor; que prevê prisão de até seis anos para quem “fraudar” ou “contribuir para que se fraude” o resultado de competição esportiva. “Se fizer isso, ele tem que sair algemado de Interlagos”, afirmou Castilho.

A desconfiança em Massa surgiu após o Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheim, quando o piloto brasileiro assumiu a liderança da prova na largada, deixando Alonso em segundo lugar, à frente de Sebastian Vettel, da Red Bull. O espanhol não conseguia ultrapassar Felipe, então reclamou com a equipe através do rádio… Logo depois, na 48ª volta, o engenheiro Rob Smedley deu ordenas a Massa para que deixasse Alonso lhe ultrapassar, e foi o que aconteceu.

Fernando Alonso ganhou a prova deixando Felipe Massa em segundo lugar. Daí em diante, o espanhol ganhou quatro das sete corridas disputadas e conquistou 133 pontos de 175 possíveis, totalizando um aproveitamento de 76%.

Fonte: http://aqueimaroupa.com.br/?p=29964

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Presidente ou Presidenta ?

Paulo Leandro|Redação CORREIO (paulo.leandro@redebahia.com.br)

Imagina uma cena assim.
- Presidente, presidente, como vai a senhora?
- Presidente uma conversa. Me respeite que eu sou é presidenta. Presidentaaa, entendeu bem? Presidenta!

Este suposto carão de Dilma é só um exercício de fantasia. Mas bem que poderia ilustrar a encruzilhada sociolinguística que sucedeu a eleição de Dilma Rousseff presidente do Brasil. Ou presidenta.

A questão pode parecer irrelevante, pois à primeira vista, tanto faz chamar de um ou de outro jeito. Mas ela traz em seu rastro inquietações decisivas para os próximos quatro anos. A escolha por uma ou outra opção gera resultados bem diferentes. Do ponto de vista da norma culta, os dicionários Aurélio e Houaiss já recomendam o uso de presidenta como feminino de presidente ou para a mulher do presidente, mas o debate não se esgota aí.

Chamar presidenta fortalece a luta feminista porque sinaliza logo tratar-se de uma mulher? Presidente, como o CORREIO prefere, é melhor que presidenta para os ouvidos e leitores sensíveis? Dá pra chegar a uma conclusão ou cada um faz sua escolha?

A professora Paula Gemima, especialista em linguagem de sinais para deficientes auditivos, optou por chamar presidente. “Assim, fazemos um sinal só com a mão, pois o sinal já traz implícita a ideia que é um homem presidente. Se chamar presidenta, seriam dois sinais, um para o cargo e outro para mulher”, simplificou, antes de treinar mais um aluno em Paripe, no Subúrbio, onde mantém seu curso.

COTIDIANO

Já a pedagoga e professora de português, Maria Cristina Vidal, prefere a opção mais fácil de entender. Estabelecida no ramo de suporte pedagógico, a antiga “banca” ou “reforço escolar”, ela ensina a seus alunos escreverem “a presidente” porque “a presidenta não soa bem”.

Cristina compara: “gerenta também existe, mas ninguém chama assim desse jeito. No Exército, não tem soldada, nem capitã... é muito feio!”.

A pró segue os ensinamentos do professor Adalberto J. Kaspary, que vai buscar na Academia das Ciências de Lisboa, a fonte para defender o uso da palavra comum a homem e mulher: presidente. Segundo a interpretação de Kaspary, “presidenta” pode tornar-se pejorativo, principalmente se ela fracassar.

Chamar de chefa e parenta também ficou meio baixo-astral em contextos específicos de desvalorização da mulher.

Ellen Gracie Northfleet, a primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal, se diz presidente, que é mais formal, como pede o cargo. A acadêmica Nélida Piñon seguiu esta trilha, ao apresentar-se como “a primeira presidente” da Academia Brasileira de Letras. Patrícia Amorim é a presidente do Flamengo e não presidenta.

O famoso professor Pasquale Cipro Neto se escala no time que prefere chamar “presidente Dilma”. Em uma de suas aparições em programas de TV sobre língua portuguesa, aproveitou o momento político para decretar: normalmente as palavras que terminam ‘nte’ não têm variação. “O que identifica o gênero é o artigo que o precede, como o gerente, a gerente, o pedinte, a pedinte”.

A professora baiana, filha de pais russos, Nadegda Kochergin, pede licença para discordar do mestre Pasquale: “Presidenta é melhor porque deixa claro ser uma mulher e a questão de gênero, agora para o Brasil, vai tomar um novo fôlego”. É assim, “presidenta Dilma” que o Kumon, estabelecimento onde a professora Nadegda trabalha, com 25 unidades em Salvador e Região Metropolitana, vai recomendar a seus 2,6 mil alunos.

Na campanha, o PT divulgou “candidata a presidenta”. Se for dado a Dilma o direito de decidir como prefere, é muito provável que ela determine ser chamada “presidenta”.

Antes, a forma feminina se estabeleceu em professora, doutora e juíza, que também soaram estranho nos primeiros anos, mas depois foram assimilados no falar cotidiano dos brasileiros.

MAIS SIMPLES
Na Argentina, a presidenta Cristina Kirchner jamais deixou qualquer dúvida de sua preferência. “Presidenta! Comecem a se acostumar. Presidentaaa... e não presidente!”, gritava aos eleitores e eleitoras, toda animada, na campanha.
As mulheres argentinas saíam do chão nos comícios, felizes da vida com a disposição de Cristina para encarar a tradição machista.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/presidente-ou-presidenta-polemica-agora-e-como-o-brasileiro-vai-chamar-sua-superpoderosa/?utm_source=direct&utm_medium=iFrame&utm_campaign=iBahia-mashup&cHash=871106dba2ce98025b9869a675f89905

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Faça Você Mesmo: Aparador de Livros com Caixas de Cereais

Quem tem muitos livros na prateleira sabe que eles podem se transformar em uma grande bagunça se não forem bem organizados. E para ajudar nessa missão, as meninas do blog Uma Aspone Qualquer e do Flickr =Mimi= fizeram um aparador de livro com caixa de cereal usada. Basta uma tesoura e um pouco de criatividade para transformar o que iria para o lixo em um objeto novo e cheio de serventia!

Materiais:

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  • Caixa de cereal;
  • Tinta branca;
  • Pincel;
  • Cola para tecido e para decoupagem;
  • Tecido, papel ou tinta para cobrir;
  • Tesoura.

1º passo: Recorte a caixa

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Pegue a caixa de cereal e trace o desenho que desejar. Em seguida, recorte-a seguindo o formato projetado. Com apenas isso seu aparador já está basicamente pronto! Viu como foi fácil? Os próximos passos são apenas para enfeitá-lo e deixa-lo com a sua cara, mas se você gostou desse jeito, já pode começar a guardar seus livros, revistas e apostilas.

2º passo: Prepare a base

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Decidiu continuar? Então passe uma demão de tinta em toda a superfície da caixa. Isso irá esconder os detalhes da embalagem e deixá-la pronta para o próximo passo.

3º passo: Cubra com o tecido ou papel

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Chegou a hora de liberar a sua imaginação! Agora que já tem a base do seu aparador pronta, você já pode cobrir a caixa com os tecidos ou papel escolhido, fazer montagens com gravuras, patchwork, pinturas ou o que mais quiser.

No exemplo acima, a =Mimi= usou cola para decoupagem para colar o tecido na caixa e cola própria para tecido para o acabamento.

Pronto!

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Agora é só esperar a cola secar e seu aparador está pronto! Uma ótima idéia de como reaproveitar um material que todo mundo tem em casa e sem gastar quase nada!

Fonte: http://www.portalibahia.com.br/blogs/ecodesenvolvimento/

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

509 Anos da Baía de Todos os Santos

A maior baía do Brasil comemora 509 anos em data de hoje, 1º de novembro. A Baía de Todos os Santos tem extensão de 1.052 km² e profundidade de até 42 metros, com toda a sua beleza natural formada por lugares paradisíacos desejados tanto pelos nativos como pelos turistas. Para quem é leigo no assunto, esta extensão equivale aproximadamente a área da cidade do Rio de Janeiro, a segunda maior metrópole do Brasil.

São 56 ilhas, dentre as quais a maior e mais importante é a de Itaparica, seguida pelas ilhas dos Frades, de Maré, Bom Jesus e a Estação Ecológica da Ilha do Medo. As suas águas abrangem os municípios de Cachoeira, Candeias, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.

A Baía de Todos os Santos compõe-se de um conjunto de três baías, que forma um pequeno golfo. A primeira inclusa é a própria Baía de Todos os Santos, a Baía de Aratu e a Baía de Iguape. A Baía de Aratu é a mais vasta de todas destaca-se pela profundidade e por compreender a área petrolífera, abriga atualmente as instalações do porto de mesmo nome e da Refinaria Landulfo Alves. Suas margens possuem uma das maiores reservas de petróleo em terras continentais do País.

Já a de Iguape está localizada no Rio Paraguaçu, sendo rodeada pelo município de Maragogipe e as vilas, Santiago do Iguape, São Francisco do Paraguaçu e Nagé.A Baía do Iguape possui aproximadamente 42.000 habitantes que vivem, basicamente, da pesca artesanal, agricultura do fumo e pequenas agriculturas familiares.

História A descoberta se deu em 1501 por uma expedição portuguesa enviada para reconhecer as novas terras descobertas um ano antes por Pedro Álvares Cabral.

E esta expedição aportou nestas águas exatamente no dia 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, comandada por Gaspar de Lemos, acompanhado por Américo Vespúcio, cartógrafo e escritor italiano que daria nome a todo o continente americano, passou a nomear todos os acidentes geográficos de acordo com os santos dos dias onde os mesmos eram identificados, cabendo à baía, local mais tarde escolhido para ser fundada a cidade que seria a sede da primeira capital brasileira, Salvador.

E desde então esta extensão de águas causou interesse em navegadores europeus por se tratar de um excelente ancoradouro natural e por suas terras que margeiam possuírem boa fertilidade. A Baía de Todos os Santos foi berço da civilização colonial lusa nas Américas, abrigando no século XVI o maior porto exportador do Hemisfério Sul, de onde eram enviados às metrópoles europeias a prata boliviana e o açúcar brasileiro, sendo o porto de Salvador o que mais recebeu escravos africanos do Novo Mundo.

Foi considerada alvo de medida de preservação, através do Decreto Estadual 7.595 (de 5 de junho de 1999), como Área de Proteção Ambiental - APA Baía de Todos os Santos. Nela estão incluídas as águas da baía e suas ilhas. Que abrange os municípios de Cachoeira, Candeias, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.


Problemas na baía

Os mais recentes problemas e sérios ocorridos na Baía de Todos os Santos aconteceram há três anos atrás (abril de 2007) quando enfrentou um fenômeno natural conhecido como “maré vermelha” , que também provoca alteração na coloração da água, causando a mortandade de toneladas de peixes, inclusive a principal região afetada pelo fenômeno foi a desembocadura do canal de São Roque do Paraguaçu, entre Salinas da Margarida e Santo Amaro, passando pelas localidades de Bom Jesus dos Pobres, Cabuçu, Itapema, Acupe e outras áreas adjacentes.

De acordo com o laudo técnico divulgado na ocasião pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA), a ocorrência foi resultado das altas concentrações da espécie de microalgas Gymnodinium sanguineum no mar. Em altas densidades, essas algas produzem grande quantidade de matéria orgânica, o que causou a obstrução das brânquias dos peixes, levando-os à morte por asfixia.

A situação ainda foi agravada pela redução do oxigênio disponível na água em função da decomposição da matéria orgânica gerada. Esta conclusão se deu após estudos de uma equipe multidisciplinar formada por professores dos institutos de Química e de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), da Escola de Medicina Veterinária da Ufba, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), de Santa Catarina, e do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet).

Na ocasião, o professor Eduardo Mendes da Silva, do Instituto de Biologia da Ufba, afirmou que a maré vermelha ocorre principalmente por conta de condições climáticas estáveis e do aumento de nutrientes na água. Para o estudioso a estabilidade climática verificada no mês de março colaborou para a reprodução intensa das algas porque foram praticamente 30 dias sem as costumeiras chuvas e os ventos fortes da época.

Também em abril de 2009 um vazamento de óleo da refinaria da Petrobras Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, contaminou a Baía de Todos os Santos atingiu praias na região. De acordo com a empresa o óleo derramado era uma mistura de água com hidrocarboneto, incolor, mas viscoso e com forte cheiro e a maior parte do que vazou ficou retida no canal de água que liga a refinaria à baía. Em maio deste mesmo ano houve derramamento de óleo em Madre de Deus, provocando a mortandade de grande quantidade de peixes.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=63635

domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma: Eleita a Primeira Mulher Presidente do Brasil



Dilma Rousseff (PT), 62 anos, é a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Com mais de 98% dos votos apurados, a candidata petista alcançou alcança 55,93% dos votos válidos e tem 55,05 milhões de votos. O tucano José Serra tem 43,37 milhões, com 44,07%. A apuração está mais atrasada na região Nordeste, onde a petista lidera com folga nas pesquisas de intenção de voto.
Na sexta eleição presidencial direta desde a redemocratização, mais de 135 milhões de brasileiros estavam aptos a votar, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Oito estados, além do Distrito Federal, também votaram para governador em segundo turno: Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia e Roraima. A abstenção gira em torno de 20,9%.

Perfil
Economista, ligada à área de energia, Dilma foi servidora pública no Rio Grande do Sul, e construiu sua carreira política no PDT, inspirada por Leonel Brizola. Passou a integrar os quadros do Partido dos Trabalhadores somente em 2001. Foi graças a Lula que experimentou uma ascensão na vida política. Primeiro como ministra de Minas e Energia, depois como “gerentona” do presidente, no cargo de ministra-chefe da Casa Civil. (Veja a biografia de Dilma).

Dilma chegou à pasta mais importante do governo em plena turbulência causada pelo escândalo do mensalão. Teve a responsabilidade de substituir José Dirceu, acusado pelo Ministério Público de ser o chefe do esquema que irrigou partidos aliados com recursos de caixa dois.

Até então, Dilma era uma técnica com conhecimento no setor energético e experiência no governo do Rio Grande do Sul. Na Casa Civil, assumiu o papel de articuladora do ministério, consolidando a fama de dura, ao cobrar prazos e resultados em um amplo leque de assuntos – de política econômica a licenças ambientais.
Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha, enfrentando então o favoritismo de José Serra (PSDB). A ex-ministra cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha.

Logo no primeiro debate do segundo turno, a petista mudou a estratégia de campanha reagiu com maior firmeza aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir de então, a diferença entre ela e o tucano inverteu a queda e passou a crescer.

Campanha e baixaria
A tensão que marcou a campanha desde o início se intensificou nas últimas semanas. No Rio de Janeiro, Serra teria sido acertado na cabeça por dois objetos – uma bolinha de papel e um rolo de fita. Em Curitiba, Dilma foi alvo de balões d’água. Os próprios candidatos contribuíram para isso. Nos debates, Dilma e Serra trocaram insultos. Nos programas eleitorais, preocuparam-se mais em passar uma imagem “do bem” a apresentar propostas de governos.

A baixaria foi ainda mais marcante na internet, principalmente com correntes de e-mails que continham calúnias contra Dilma. Questões como a legalização do aborto e do casamento entre homossexuais foram exploradas à exaustão em e-mails apócrifos enviados a eleitores com a afirmativa de que Dilma pretendia trilhar este caminho. A chamada campanha subterrânea acendeu o alerta da Igreja Católica e de lideranças evangélicas. Até o Papa Bento16 apareceu nos últimos dias de campanha, sugerindo que os eleitores deveriam optar por candidatos que defendessem a vida.
http://www.infonet.com.br/sysinfonet/images/secretarias/politicaeeconomia/grande-dilma-f-agenciabrasil.jpg

Fonte: http://br.eleicoes.yahoo.net/noticias/4974/dilma-a-primeira-mulher-presidente-do-brasil.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reggae de Luto: Morre Gregory Isaacs

Cantor de reggae Gregory Isaacs morre aos 59 anos


Cantor jamaicano morre aos 59 anos
O cantor de reggae jamaicano Gregory Isaacs morreu em sua casa em Londres nesta segunda-feira (25) aos 59 anos, informa a rede de TV britânica BBC. Ele sofria de câncer de pulmão.

A esposa do cantor, Linda, disse que Isaacs era "amado por todos, seus fãs e sua família", e deixará saudades.

Nascido em Kingston, na Jamaica, em 1951, Isaacs começou a gravar na adolescência. Com sua voz de barítono e canções românticas, ele se tornou um dos expoentes do estilo de reggae conhecido como "lovers rock".

Um dos seus maiores sucessos foi a faixa-título do álbum "Night nurse", de 1982.

Sua carreira foi prejudicada pelo abuso de drogas, mas seu último disco, "Brand new me", lançado em 2008, foi bem recebido.

Fonte: http://www.camacarinoticias.com.br/leitura.php?id=95060

sábado, 23 de outubro de 2010

70 Anos de Pelé


O Rei do Futebol completa 70 anos. Pelé, que decidiu comemorar longe dos holofotes que sempre o perseguem, terá uma rodada do Campeonato Brasileiro com seu nome, além de inúmeras homenagens, com imagens e gols, que lembram a sua carreira de campeão.

O ex-jogador pretende passar o aniversário neste sábado com sua família no Brasil, em lugar não revelado. Nos gramados, as partidas do fim de semana no Brasileiro farão parte da 'Rodada Pelé 70 Anos', e Neymar, principal jogador do Santos, vestirá a camisa 70 em homenagem ao eterno ídolo do clube.

Pelé nunca deixou de ser centro das atenções. Qualquer comentário se torna manchete. Exposições e filmes sobre a carreira do tricampeão mundial com a seleção brasileira acontecem periodicamente. Em Santos, um museu está sendo erguido em sua homenagem.

A importância de Pelé para o futebol mundial é lembrada ainda em diversos especiais da mídia, que repete os gols mais bonitos, os dribles, as jogadas memoráveis e os diversos títulos conquistados.

"O Pelé continua sendo a grande referência do futebol. Passados vários anos que ele parou, ele continua sendo o Rei. Penso que, como ele, não terá outro", disse o ex-lateral Carlos Alberto Torres, companheiro de Pelé no Santos e na seleção brasileira.

"A cada dia aparecem grandes jogadores, mas como ele jogava, acho difícil. Ele reunia todas as qualidades e além disso era um grande profissional. É um grande exemplo para todos os jogadores", acrescentou.

Pelé começou a brilhar pela seleção brasileira aos 17 anos, sendo campeão da Copa-1958. Quatro anos depois, participou da campanha vitoriosa no Mundial do Chile. Em 1970, comandou a equipe tricampeã no México.

"Como torcedor, tive o privilégio de assistir a muitos gols e a grandes exibições do Pelé. Como presidente da CBF, só tenho de agradecer, como todo brasileiro, ao craque pelas conquistas que abriram caminho para o penta mundial", disse o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, ao anunciar a homenagem a Pelé no campeonato nacional.

O Santos, clube pelo qual ele atuou de 1956 a 1974, sendo campeão da Libertadores e do Mundial por duas vezes, lembrará o ídolo ao escalar o jovem Neymar com a camisa 70 na partida de domingo contra o Grêmio Prudente.


ATLETA DO SÉCULO

No Santos, Pelé ganhou 45 títulos, o que "equivale a 51,13% de um total de 88 títulos conquistados pelo clube alvinegro ao longo dos seus 98 anos de história.

Pela equipe paulista, Pelé, que nasceu na cidade mineira de Três Corações, marcou a grande maioria de seus 1.284 gols, entre eles o milésimo, de pênalti, em 1969, quando disse a famosa frase: "O povo brasileiro não pode esquecer das crianças."

No mesmo ano aconteceu outra passagem memorável de Pelé pelo Santos. Em meio a uma guerra civil na África, as forças rivais declararam uma trégua para que Pelé e o time do Santos pudessem jogar no continente.

Campeão do Campeonato Paulista por 10 vezes e artilheiro do torneio em 11 ocasiões, o ex-camisa 10 é ainda o maior goleador da seleção brasileira, com 95 gols marcados em 114 jogos. O título de 'Atleta do Século' foi concedido pelo jornal francês 'L'Equipe'.

Fora dos campos, Pelé foi ministro dos Esportes de 1995 a 1998 e já atuou como músico e ator.

Em 2000, a Fifa o escolheu como o maior jogador de futebol do século 20, numa polêmica eleição que teve o argentino Diego Maradona como líder na votação pela Internet e o brasileiro como o escolhido por especialistas. A entidade que controla o futebol mundial acabou concedendo o prêmio a Pelé.

A "competição" com Maradona sobre o melhor de todos os tempos não incomoda Pelé.

Em entrevista à agência Reuters este ano, o brasileiro disse que "primeiro os argentinos têm que resolver quem é o melhor deles", argumentando que já quiseram compará-lo com Alfredo di Stéfano, argentino naturalizado espanhol, além de Maradona.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/819151-pele-comemora-70-anos-com-homenagens-e-lembrancas.shtml